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Manaus
Reordenamento

Explicações de secretários sobre cortes na saúde não convencem vereadores

Um dia depois dos titulares das pastas de Saúde, da Fazenda, de Administração e de Planejamento irem a Casa justificar o fechamento de unidades de saúde, os vereadores demonstraram que não vão abandonar o discurso crítico as mudanças e afirmam que o governador José Melo (Pros) foi mal assessorado ao tomar essa decisão 31/05/2016 às 21:23 - Atualizado em 01/06/2016 às 11:25
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Vereadores criticaram justificativas apresentadas pelo Governo do Estado durante Audiência Pública - Foto: Robervaldo Rocha - DIRCOM/CMM
Janaína Andrade Manaus (AM)

As explicações dos secretários do Estado sobre as mudanças nas unidades de saúde do governo na capital não convenceram os vereadores da base do prefeito. Um dia depois dos titulares das pastas de Saúde, da Fazenda, de Administração e de Planejamento irem a Casa justificar o fechamento de unidades de saúde, os vereadores demonstraram que não vão abandonar o discurso crítico as mudanças e afirmam que o governador José Melo (Pros) foi mal assessorado ao tomar essa decisão.

Desde que a medida foi anunciada não há outra pauta de discussão na Casa Legislativa. O episódio é mais um exemplo do quanto a relação do prefeito com o governador não anda bem.

A primeira a subir na tribuna para abordar o tema foi à vereadora Socorro Sampaio (PP), que criticou a linha dos discursos dos secretários. “O que foi dito aqui é que se não fosse isso, teriam que fechar o 28 de agosto, ou a FCecon, o João Lúcio, que dizer, ou é 8 ou é 80. Será que vale a pena economizar R$ 319 milhões? E quanto vale uma vida? Mais uma vez quero dizer ao governador José Melo que ele repense a decisão, porque o conselho pode ter partido de terceiros, mas a canetada é dele”, disse Sampaio.

Joãozinho Miranda (PTN) engrossou ainda mais as críticas, e declarou que a impressão que trouxe da audiência é de que “eles (Governo do Estado) não vão voltar atrás da arbitrariedade”. “Não é reordenamento, é desorganização da saúde, e quem está à frente disso é o (secretário) Evandro Melo. É ele o governador? Cadê o velhinho humilde do interior? Criatividade não é cortar na saúde, isso é desonestidade. Isso é um golpe e ele será lembrado como o pior governador do Amazonas”, falou.

O vereador Marcel Serafim (PSB) observou que, para ele, o governador José Melo é de boa índole e seu amigo pessoal, mas que não o impede de rejeitar a medida que está sendo posta. “A pessoa que conduziu isso, que tem nome e sobrenome – Evandro Melo, ele é um desastre quando o assunto em saúde pública, não entende nada. Ele já foi secretário na capital, no interior e não aprendeu nem a distribuição geográfica das unidades básicas de saúde do município. Agora ele quer tomar uma decisão dessa entre quatro paredes da Susam”, criticou.

Os vereadores Junior Ribeiro (PTN), Dr. Ewerton (PPL), Waldemir José (PT), Elias Emanuel (PSDB) e Professor Bibiano (PT) também adotaram os mesmos discursos.

O único parlamentar a defender a ação do governador José Melo foi o vereador Roberto Sabino, quer sustentou que em momentos de crise, “não podemos julgar”. “Eu conheço o governador e sei o quanto ele está sofrendo. Ouvindo esses discursos fica até parecendo que estamos vivendo em tempos de vaca gorda”, avaliou.

Em números

R$ 316 milhões. É o valor que será economizado no reordenamento das unidades de saúde da rede estadual da capital, de acordo com titular da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam), Pedro Elias.

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