Quinta-feira, 22 de Agosto de 2019
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Explosão de bomba de catolé assusta e faz aula ser cancelada em escola de Manaus

O caso ocorreu na Escola Estadual Professor Antônio Maurity Monteiro Coelho, no conj. Ouro Verde. “Todos se jogaram no chão pensando que fosse tiro”, disse um funcionário



_ASL5690.JPG A polícia e funcionários da Seduc foram acionados. Ninguém ficou ferido (Foto: Divulgação)
05/07/2016 às 22:10

Uma explosão de bomba do tipo catolé assustou estudantes e professores e causou o cancelamento das aulas noturnas em uma escola localizada da Zona Leste de Manaus na noite desta terça-feira (5). A polícia e funcionários da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) foram acionados. Ninguém ficou ferido.

O caso ocorreu na Escola Estadual Professor Antônio Maurity Monteiro Coelho, na avenida Cosme Ferreira, conjunto Ouro Verde, bairro Coroado 3. “Foi um catolé que jogaram em cima da escola. Explodiu e quebrou as telhas. Caiu em cima da gente, em cima dos professores”, disse um funcionário que não quis se identificar.

Segundo testemunhas, a explosão fez um barulho muito alto e assustou os presentes. “Realmente assustou muito. Foi uma bomba bem forte. Os pedaços das telhas furaram o (forro) PVC. Todos se jogaram no chão pensando que fosse tiro”, explicou o funcionário. Nenhuma pessoa sofreu ferimentos, havendo apenas danos materiais. “Só nosso ouvido mesmo”, disse.

Uma equipe da 11ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) Polícia Militar foi ao local. “Jogaram um catolé no telhado do colégio e esse material caiu na sala dos professores. Mas foi só isso”, disse o tenente Siqueira Lobo. “Provavelmente foram crianças na rua, moleque fazendo arte. Tinha um ‘bocado’ de menino brincando e assim que a polícia chegou todos saíram”.

A diretoria da escola acionou a Seduc, que enviou uma equipe Sistema Escolar Integrado de Vigilância do Amazonas (Seivam) ao local. A assessoria de imprensa da secretaria confirmou, em nota, que as aulas foram suspensas por hoje e que a escola Antonio Maurity oferece cinco turmas do Ensino Médio à noite, com aproximadamente 200 estudantes.

“Como ocorre em casos desse tipo, o Seivam avisou a polícia, que imediatamente compareceu à escola e constatou que não havia sido uma bomba, como todos pensaram, mas sim, um catolé, que provocou o barulho estrondoso”, disse a Seduc.

“Pelo Seivam, a Seduc provê a escola com câmeras de segurança e agentes de portaria. Quando esse tipo de ocorrência ou qualquer anormalidade é constada, a direção da escola aperta o botão do pânico, para acionar da forma mais rápida e segura possível, a equipe do Seivam”, explicou a assessoria da Seduc.

Marginalidade

As aulas foram retomadas ontem em toda rede estadual de ensino, porém alunos e funcionários da Escola Prof. Antônio Maurity vêm reclamando que a marginalidade na região atrapalha o funcionamento da instituição. “Voltaríamos do recesso ontem, mas não começaram as aulas porque estavam roubando a fiação. Aí hoje acontece isso”, disse o funcionário.

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