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Manaus
INDÚSTRIA

Exportações de produtos na Zona Franca de Manaus crescem 70% em janeiro

Vendas externas começaram ano com forte incremento, indicando recuperação na indústria local após vários anos de retração 23/02/2018 às 12:35 - Atualizado em 23/02/2018 às 15:55
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US$ 32 milhões corresponde o valor dos dois países para onde mais vendemos os produtos do PIM: Argentina e Colômbia.
Rebeca Mota Manaus (AM)

O Amazonas registrou um aumento na exportação de produtos do Polo Industrial de Manaus (PIM), com alta equivalente a 70% no mês de janeiro de 2018 em relação a janeiro de 2017. São US$ 70 mi contra US$ 41,2 mi do ano passado, informou o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Entre os produtos mais exportados estão preparação para elaboração de bebidas (24%), motocicletas (20%) e aparelhos (8%) e lâminas de barbear (5%). 

Os dois países para onde mais vendemos os produtos da Zona Franca de Manaus são Argentina e Colômbia, correspondendo 46% das exportações, um total de US$ 32 milhões.  Outras empresas como Polônia, Bolívia e México também foram destino das exportações. 

Para o gerente do Centro Internacional de Negócios do Amazonas (CIN-AM), departamento vinculado à Federação da Indústria do Estado (Fieam), Marcelo Lima, os 70% das exportações são reflexos de uma saída da crise e ainda resultados positivos depois de um mês de dezembro em que não havia produção. 

“No mês de dezembro tivemos recesso, eles pararam a produção. E em janeiro o PIM vende aquilo que deixou de fazer em dezembro. E isso explica um crescimento vegetativo nos produtos de bebidas e de motocicletas. Em 2016 estávamos parados por conta da crise, em 2017 tivemos uma retomada e em 2018 a tendência é crescer cada vez mais, pois o PIB está melhor e a economia está mais favorecida”, explica Lima. 

Ele destaca que para melhorar o índice de exportação do Estado, a Fieam, através do CIN-AM, vem investindo para que os empresários exportem mais e ganhem espaço em outros países. 

Principais fornecedores

A China continua sendo a líder entre os países que mais vendem para Manaus, com US$ 319 milhões em importações em janeiro deste. Um crescimento de 33% em relação a 2017, quando esteve com US$ 239 milhões. Em seguida estão os Estados Unidos com US$ 125 milhões vendidos ao PIM, alta de 109%. 

Capacitação

O CIN-AM capacita empresários para entrarem no mercado internacional e darem início as atividades de exportação e ampliação de seus negócios. Para este ano já estão programados seminários, palestras e treinamentos.  “Mesmo que essas indústrias não tenham experiência nenhuma com o mercado internacional ou com exportação, esta consultoria promove chances reais de inserção no mercado internacional”, destacou.

" A tendência   é que este crescimento seja mantido. Como havia a crise nos anos anteriores, existia também uma lentidão nas exportações.   Agora, as empresas estão procurando alternativas para continuar ampliando. E como isso está presente na economia brasileira, a exportação está sendo uma ‘ponte’ que está ajudando a economia. Neste ano existe uma espécie de estabilidade. A reforma trabalhista e tributária melhora e gera uma credibilidade. Quando não se tem certeza da aprovação gera incertezas no ambiente de negócios. Vamos esperar as decisões quanto às reformas. Onde tem aprovação é no mundo empresarial. Com a aprovação, você tira a insegurança. Mas todas as decisões devem ser feitas com muita prudência”, explica o vice-presidente da Fieam, Nelson Azevedo.

Vendas com certificação

Uma das armas da Zona Franca para alavancar ainda mais as vendas externas do Estado é a Certificação de Origem Digital (COD Brasil). A certificação na hora de exportar permite competitividade nos preços, fomento ao mercado internacional e vantagens tanto para quem vende quanto compra.

A certificação atesta a origem do produto e é emitido por exigência do importador e de acordo com as regras do país de destino. No Estado, o documento é emitido pelo Centro Internacional de Negócios do Amazonas (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM) e também pela Federação do Comércio do Estado do Amazonas.

“O documento concede aos exportadores a segurança e credibilidade de seus produtos em países com os quais o Brasil tem acordos comerciais. Já os compradores desses produtos poderão ter reduções nas alíquotas tributárias e com isso um preço mais vantajoso”, explicou o gerente do CIN, Marcelo Lima.

Preços

Segundo Marcelo, com a certificação o exportador concorre com preços competitivos, pelo fato de não incidir as taxas de importação para o comprador, e conquista novos mercados da economia globalizada. “Mesmo com a concorrência dos produtos da China, os acordos comerciais e o preço menor ajudam na competitividade. Também aumenta o volume de exportação, garante o acesso e a conquista de novos mercados internacionais”, disse.

Emissão

De acordo com Lima, para emitir o certificado a empresa deve procurar a entidade competente, no caso, da Fieam é realizado um cadastro e a empresa receberá uma senha para acessar o sistema digital do COD Brasil. “Nesse processo, é preciso declarar o processo produtivo, documento que subsidia a certificação, em que se lista todos componentes nacionais e/ou importados do produto. O documento que dá origem ao certificado é a fatura comercial. Ao emitir a nota fiscal, automaticamente alimenta o sistema e se emite o certificado de exportação”, explicou.

Mais exportados

Pelas estatísticas do CIN, os principais produtos do Amazonas comercializados fora do País são os concentrados para bebidas, motocicletas e bicicletas e minérios como o nióbio ou tântalo, estes com destino para Europa e Ásia. A Recofarma Indústria da Amazônia, Moto Honda e Mineração Taboca são os maiores exportadores. Já os maiores mercados compradores são: Argentina, Colômbia e china

Consultoria assistida

Visando alavancar a produção Made In Amazônia, o Centro Internacional de Negócios do Amazonas está executando o projeto Roda Global em que 17 micro e pequenas empresas estão recebendo consultoria assistida. De acordo com o gerente executivo, Marcelo Lima, as empresas estão recebendo orientação para alavancar o negócio e o melhor de tudo sem nenhum custo.

“O projeto consiste na preparação dessas empresas para a internacionalização fundamentada no diagnóstico da empresa e com base neste documento será elaborado um plano de ação para o futuro. O foco é preparar para a internacionalização, não quer dizer que elas vão prioritariamente  exportar, mas já estarão preparadas”, disse.

Empresas do segmento de comestíveis, alimentos, bebidas e têxtil participam desta iniciativa que iniciou em 2017 e segue até 2018. Lima destacou que haverá a oportunidade para mais empresas sejam contempladas com a consultoria assistida. 

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