Sexta-feira, 07 de Agosto de 2020
POSICIONAMENTO

'Extremamente injustiçada', diz ex-secretária de Saúde sobre prisão pela PF

Simone Papaiz disse que pediu exoneração do cargo porque se sentiu injustiçada e decepcionada por prisão relativa a atos anteriores à sua posse e que precisa se dedicar à sua defesa



show_simone-susam-1-1_BE2713FF-6730-4185-B80C-AE5978F3CA61.jpg
08/07/2020 às 11:06

A ex-secretária de Saúde do Amazonas, Simone Papaiz, presa durante a Operação Sangria, da Polícia Federal, afirmou, por meio de nota encaminhada pela advogada que a defende que se sentiu extremamente injustiçada com a prisão e que, por isso, pediu sua exoneração do cargo que ocupava no Governo do Estado.

Simone foi presa no âmbito da operação que apura a suspeita de superfaturamento na compra de 28 ventiladores pulmonares por parte do governo do Estado. Além dela, outras oito pessoas foram presas e todas ficaram, no máximo, cinco dias na cadeia, uma vez que as prisões temporárias não foram prorrogadas. Ela se eximiu de qualquer responsabilidade nos atos. “Quanto ao objeto da compra (...) esclarece que não era secretária e não assinou qualquer documento referente a este processo, portanto não assume esta responsabilidade”, diz a nota, assinada pela advogada Catharina Estrella.



A nota da defesa de Papaiz sustenta que “durante todo o período que (Simone) exerceu o cargo de secretária sempre agiu de forma técnica e responderá pelos atos no exercício de seu mandato”. A defesa destaca ainda que a então secretária assumiu o posto no pior mês da pandemia e que tinha como missão ampliar a rede de atendimento no Amazonas e este teria sido o motivo para os atrasos nos encaminhamentos de documentações aos órgãos de controle. “Assim, os atrasos (...) não ocorreram de forma intencional, mas pelas circunstâncias que a pandemia ocasionou”, argumenta a advogada, ressaltando que ela também foi diagnosticada com Covid-19 em 23 de abril e precisou cumprir isolamento social, sem poder ir à sede da Susam.

Diante do cenário, a nota afirma que “por se sentir extremamente injustiçada e pela necessidade de se dedicar à sua defesa, Simone Papaiz requereu sua exoneração”. No pedido de demissão, assinado pela então secretária e encaminhado ao Governador Wilson Lima no dia 6 de junho, data que foi publicada sua exoneração, ela declara “minha decepção com a situação de determinação da prisão em face da minha pessoa, sabendo que eu não tinha qualquer responsabilidade sob (sic) os documentos assinados anteriormente à minha nomeação, de modo que estou abalada e me sentindo injustiçada”.

Ainda em Manaus e sem restrições para retornar à São Paulo, onde vivia antes de ser nomeada secretária, a médica afirmou, na carta de exoneração, que está “à disposição para esclarecer aos órgãos de controle e à Justiça tudo que for necessário”. 


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.