Publicidade
Manaus
Manaus

'Faixa azul' na av. Constantino Nery é liberada para veículos por conta de congestionamento

Durante a manhã desta terça (24), houve engarrafamento por toda extensão da via devido ao protesto de moradores da Matinha, que bloqueou o trecho em frente ao T1 durante o ato. Clima continua tenso no local 24/02/2015 às 13:13
Show 1
Órgão esclarece que multas são aplicadas por desobediência aos agentes de trânsito
LUANA CARVALHO E VINICIUS LEAL Manaus (AM)

A faixa azul da avenida Constantino Nery, exclusiva para ônibus BRS, foi liberada para todos tipos de veículos na manhã desta terça-feira (24), em Manaus, para aliviar a retenção da via causada por um extenso congestionamento, no sentido bairro/Centro, ocorrido por conta de uma manifestação que bloqueava um trecho da via.

A manifestação foi iniciada por volta das 6h em frente ao Terminal de Ônibus 1 (T1). O protesto era organizado por moradores do bairro Presidente Vargas, “Matinha”, que reivindicavam a inclusão de famílias do bairro em programas habitacionais do Estado. Até as 12h o trecho continuava bloqueado, mas uma faixa foi liberada após negociação.

Faixa azul

O trecho da faixa azul na Constantino Nery que foi liberada fica próximo à concessionária Peugeot, na entrada do bairro São Jorge, no sentido bairro/Centro. A rua Pará, que dá acesso à av. Djalma Batista, foi usada para desviar veículos da Constantino, com exceção dos ônibus, que seguiam rumo ao Centro mesmo com a retenção.

Constantino

Carros e ônibus que tentavam acessar o Centro da cidade ficaram retidos. Alguns usuários do transporte coletivo desembarcaram dos ônibus e foram andando até o Centro. Parte da via chegou a ser liberada, mas foi bloqueada novamente. Ônibus e carros usaram um retorno antes do Terminal 1 para conseguir dar meia-volta e sair dali.

Polícia

Policiais militares da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) foram acionados para conter a manifestação e ajudar agentes de trânsito do Manaustrans a trabalharem na fluidez da via. Soldados do Exército também foram ao local, mas em seguida foram embora. Um helicóptero da Polícia Militar também foi usado durante os trabalhos.

Negociação

Após negociação com a PM, seis representantes dos moradores foram à sede do Governo do Estado, na avenida Brasil, bairro Compensa, para tentar uma negociação sobre as reivindicações deles, sem definição de quem iriam recebê-los. Se a resposta fosse negativa para as reivindicações, o grupo fecharia toda a via novamente.

Protesto

Conforme o tenente Ronald Martins, da 24ª Companhia Interativa Comunitária, os moradores que moram à beira de um igarapé, em área alagadas e de risco, reivindicam a inclusão de famílias do bairro em programas habitacionais do Estado. A área passará por obras do Programa Social dos Igarapés de Manaus (Prosamim). 

Segundo os moradores, a coordenação do Prosamim deixou de cadastrar algumas famílias no programa, e por isso eles têm medo de terem suas casas desapropriadas e derrubadas durante as obras, e de ficarem sem moradia. Em 2015, a subida das águas já deixou muitos municípios do Amazonas em situação de emergência.

Publicidade
Publicidade