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Faixas de pedestres em Manaus trazem riscos por erros de planejamento

Falta de acessibilidade, de sinalização e até escolha inadequada do lugar são falhas comuns nas faixas espalhadas pelas ruas da capital amazonense 16/01/2017 às 06:00 - Atualizado em 16/01/2017 às 08:11
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Uma vala no meio de uma faixa de pedestres na Torquato Tapajós (Foto: Aguilar Abecassis)
Silane Souza Manaus (AM)

Ações simples que deveriam proporcionar à população travessias seguras nas vias mais movimentadas de Manaus acabam expondo as pessoas ao risco pela falta de planejamento e infraestrutura. É o caso de algumas faixas de pedestres implantadas pelo poder público nas avenidas Torquato Tapajós, Zona Norte, e General Rodrigo Otávio, Zona Sul. Quem precisa cruzar pelas listras dessas faixas enfrenta ainda mais obstáculos. 

Nas proximidades do Allegro Residencial Club, na Torquato Tapajós, o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans) implantou uma faixa que leva o pedestre e, principalmente, o cadeirante a ‘lugar nenhum’. Isso porque, ao final de uma das extremidades, foi construído somente um “pedaço” da calçada para abrigar a rampa de acessibilidade. O restante dela é de barro, além de muito estreito e cheio de mato. 

(Foto: Winnetou Almeida)

Para a industriária Aline Brandão, 25, o poder público municipal deveria fazer a calçada antes de implantar uma faixa de pedestre naquela área. Assim, facilitava a vida dos pedestres que passam por lá. “Uma faixa é sempre bom porque o pedestre sofre muito em Manaus para atravessar as grandes avenidas, mas aqui, neste local da Torquato, não tem calçada. Como um cadeirante vai se locomover quando sair da rampa de acessibilidade?”, questionou.
 

(Foto: Winnetou Almeida)

‘Detalhe’

Logo à frente, na mesma avenida, outra faixa de pedestre chama a atenção. Há uma enorme vala separando as pistas e, se o pedestre não se equilibrar ao atravessá-la, pode sofrer um acidente. Para as pessoas com deficiência (PCD), os riscos são ainda maiores. “Fizeram a faixa, mas esqueceram de construir uma ponte pequena para a gente poder atravessar a vala sem precisar pular”, apontou o servente de pedreiro Mário César da Silva Conceição, 40.

(Foto: Aguilar Abecassis)

Risco ‘calculado’

Na avenida General Rodrigo Otávio, próximo ao Complexo Viário do Quarenta, na Zona Sul,  a faixa de pedestre implantada quase embaixo do viaduto deixa o pedestre mais vulnerável, uma vez que é de difícil visualização por parte dos motoristas que vêm de uma pequena curva acompanhada de uma ladeira. De acordo com quem passa pelo local, a travessia é muito perigosa. “Os carros vêm em alta velocidade e só veem a faixa em cima. Aqui tinha que ter um semáforo”, disse a dona de casa Vera Tavares da Silva, 48.

(Foto: Aguilar Abecassis)

Casos serão analisados

Procurado, o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) informou que a equipe de planejamento e execução de sinalização do órgão vai analisar as situações citadas na reportagem e encaminhar as soluções no decorrer da semana. “Esclarecemos que as faixas são implantadas após análises de tráfego nos locais com circulação frequente de pedestres, com o objetivo de garantir a segurança na travessia”, disse em nota.

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