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Falhas em principais vias de Manaus dependem de sol para serem resolvidas

Manaustrans reconhece os diversos problemas nas principais vias da cidade mas alega que trabalho só pode ser concluído após período de chuvas 15/03/2013 às 10:20
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A avenida Constantino Nery é uma das que não possui sinalização horizontal
acritica.com ---

A precária sinalização horizontal nas ruas de Manaus, inclusive naquelas de maior fluxo de trânsito, é um fato comum em todas as zonas da cidade, mas só poderá começar a ser resolvido após o período de chuvas, informa o diretor de Engenharia do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans), Paulo Henrique Martins.

De acordo com o diretor de Engenharia do órgão, Paulo Henrique Martins, mais de 60 mil metros quadrados de pintura estão previstos no plano de recuperação que começa pelas faixas de pedestres próximo à escolas. A pintura das faixas, inclusive, é urgente e está sendo feita na área central e corredores de ônibus, afirma.

Das principais vias como a Torquato Tapajós, Djalma Batista, Constantino Nery, ligando bairros à zona central, até as vias menores como Eduardo Ribeiro, Sete de Setembro e Getúlio Vargas, para citar algumas no Centro, nenhuma tem linhas delimitando faixas para os veículos trafegarem.  “É um problema que a ninguém parece importar”, comentou o comerciante Fernando Aguiar, 45, que disse saber que as faixas têm o objetivo de orientar o fluxo de veículos ordenado.  “O que se vê é carro por todos os lados, isso mesmo que tenha faixa porque não somos acostumados com elas, que nunca aparecem”, afirmou.

DURABILIDADE

Paulo Henrique, do Manaustrans, explica que o órgão está lançando um processo de licitação e que a empresa vencedora será contratada para fazer a sinalização termoplástica, que é mais duradoura por ser feita de resina plástica aplicada a quente e, nessas condições, tem durabilidade prevista de três anos, sendo indicada para as vias de maior tráfego. Já a sinalização feita à tinta acrílica tem durabilidade de até dois anos quando aplicada a frio e é indicada para vias de menor fluxo.

Esse trabalho vai começar a partir do período de sol, pois disso depende a durabilidade, que acaba sendo menor, segundo o diretor, porque dificilmente se consegue aplicar o produto nas condições ideais, ou seja, em área seca, sem sujeira, sem óleo e com equipamentos adequados.  “Como é difícil paralisar uma via de grande fluxo durante o dia para fazer o trabalho, que geralmente acontece à noite, essas condições determinam a menor durabilidade”, justifica.

A partir do mês de julho, quando finaliza o período de chuvas, a empresa a ser contratada começará a trabalhar e terá o prazo até outubro para concluir as pinturas. Algumas vias como a Torquato Tapajós e outras grandes vão passar por recapeamento, logo, a sinalização será feita após esse trabalho.

Abril e maio são os meses nos quais além de priorizar as pinturas das faixas de pedestres, o Manaustrans pretende agir nas vias grandes sem canteiro central, onde as divisórias de fluxo estão apagadas, como na avenida Tefé, no bairro da Cachoeirinha, na Estrada dos Franceses, no Alvorada, e José Romão, no Aleixo.  Essas divisórias precisam ser renovadas porque isso confunde o motorista, acrescenta o diretor.

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