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Falhas na cadeia pública Raimundo Vidal Pessoa facilitam fugas de detentos, em Manaus

Somente em setembro, 18 detentos fugiram da cadeia pública, a maioria pulando a muralha desprotegida da unidade. Moradores próximos ao local temem por segurança 02/10/2014 às 11:51
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Vizinha da Cadeia Pública, Jovana Aires mantém as portas e janelas de casa trancadas quando há problemas na unidade
Joana Queiroz Manaus (AM)

A ausência de guardas nas guaritas das muralhas da cadeia pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, localizada na esquina na avenida 7 de Setembro com a rua Duque de Caxias, no Centro, Zona Sul, favoreceu a fuga de 18 presos, só no mês de setembro. Desses, apenas seis foram recapturados. Todas as fugas aconteceram durante o dia.

A primeira fuga aconteceu no dia 6, quando um detento fugiu pela porta da frente da unidade, dentro do carrinho de lixo. No dia 14 aconteceu a segunda fuga, quando três presos pularam a muralha dos fundos.

Na última segunda-feira, em uma ação filmada pelas câmeras de segurança do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), 14 detentos pularam o muro da cadeia usando uma “Tereza”, corda feita com lençóis ou peças de roupas.

Dos que escaparam na última fuga, apenas seis foram recapturados. A última fuga só não foi maior porque a ação foi descoberta pelas câmeras do Ciops e a segurança da cadeia foi avisada e conseguiu recapturar alguns dos internos ainda nas redondezas.

Sem revista

Na primeira fuga registrada este mês, a falta de revista facilitou. O detento contou com a ajuda de outro preso, que era responsável pela coleta de lixo da cadeia, para sair da unidade. Ele colocou sacos de lixo na cabeça, entrou no carrinho do lixo e o colega passou pela portaria e o despachou na rua, onde já havia um carro esperando. O carrinho de lixo não foi revistado pela guarda externa do presídio, que é feita por policiais militares.

Nas demais fugas, os presos usaram uma Tereza para subir e descer a muralha.Falha persisteMas nem as fugas foram suficiente para mudar o esquema de segurança na cadeia pública. Pelo menos, foi o que se viu ontem de manhã, quando a maioria das guaritas no alto da muralha não contava com guardas.

O diretor do Departamento do Sistema Penitenciário do Estado (Desipe), Carliomar Barros, informou que, das cinco guaritas, apenas três estavam “montadas”, ou seja, tinham um policial vigiando.

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