Domingo, 15 de Dezembro de 2019
SOLUÇÕES E PROBLEMAS

Falhas no sistema do 'ManôBike' comprometem funcionamento

O sistema de bicicletas compartilhadas foi aprovado por usuários, mas funcionamento ainda é limitado



BIKE033.jpg Ramon Gato usou o Manôbike pela primeira vez nesta terça-feira (18). Foto: Euzivaldo Queiroz
18/04/2017 às 23:02

O sistema de bicicletas compartilhadas, o Manôbike, inaugurado em Manaus, no último dia 12, atraiu principalmente os jovens, que usam a ‘magrela’ para transporte e lazer, mas o funcionamento do sistema ainda é limitado, o que compromete a sua utilização pela maioria dos interessados.

Atualmente, a liberação para uso das bikes só ocorre após o usuário se cadastrar no aplicativo Manôbike ou no site www.manobike.com.br e adquirir o passe mensal de R$ 10 ou diário de R$ 5, usando cartão de crédito. Nas estações, as instruções mostram que as bicicletas também podem ser liberadas via cartão cidadão (vale transporte), mas essa opção ainda não está funcionando.



O estudante Natanael Silva, 15, lamentou por ainda não possuir cartão de crédito. O jovem queria utilizar a bike para ir da escola onde estuda, na Praça Heliodoro Balbi (Praça da Polícia), na avenida Sete de Setembro, à agência dos Correios, na rua Monsenhor Coutinho, onde trabalha como menor aprendiz. “É uma boa porque encurta o caminho e vai facilitar muito o meu dia a dia. Mas só vou poder usar quando aceitarem cartão cidadão”, disse.

Já o universitário Ramon Gato, 20, não teve dificuldades para alugar pela primeira vez uma bicicleta do Manôbike. Conforme ele, só baixou o aplicativo, fez o cadastro o comprou o passe usando cartão de crédito. A liberação da bike foi rápida. “Eu precisava ir aos Correios e a Junta de Serviço Militar e recorri ao serviço para fazer esse trajeto mais rápido. Achei muito bom, principalmente porque eu gosto muito de andar de bicicleta. Na infância andei muito pelas ruas do Centro”, contou.

Contudo, Ramon disse que ficou preocupado com os riscos de ter a bicicleta furtada ou de sofrer algum acidente, tendo em vista o intenso movimento nas ruas do Centro Histórico da cidade. “Faz medo ser assaltado e ter que pagar pela bicicleta. E andar no Centro é complicado porque não tem ciclovia e tem muito carro. É muito movimentado. Tem que andar com cuidado, prestando atenção em tudo para não ser atropelado, mas dá para andar direitinho”, garantiu o universitário.

De acordo com o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), nos cinco primeiros dias de funcionamento do Manôbike, Manaus registrou uma média de 6,2 viagens por estação, estando à frente de cidades como Belo Horizonte (Bike BH), com 5,5 viagens/estação, Belém (Bike Belém), com 5,2 viagens/estação, e Pernambuco (Bike PE), com 3,9 viagens/estação, onde o projeto já está implantando.

Cartão cidadão sem funcionar
Quanto ao uso do cartão cidadão, o Implurb informou que é um processo que está em implantação e em andamento pela Samba/Serttel e Prefeitura de Manaus. Trata-se de mais uma forma de liberar, na verdade, o acesso a bike, além do aplicativo.

Vandalismo continua nas estações
Casos de vandalismo continuam sendo registrados nas estações. Só nos cinco primeiros dias de funcionamento do Manôbike, conforme o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), os atos foram registrados em 4 estações, totalizando 16 unidades, sendo a maioria casos de retrovisores quebrados (10), tendo ainda duas situações com selin e canote roubados, duas avarias na fiação dínamo, um pneu furado e um guidom quebrado.

A empresa operadora do sistema informou que a demanda ainda é pequena para o número total (110 bicicletas disponíveis), e que existem bikes para reposição imediata. As que necessitam de peças para reposição ficam no aguardo de, no máximo, até 2h para ajuste/reparo.  A manutenção, em média, leva entre 1h e 2h. Independente da manutenção a ser realizada, a bicicleta alvo de vandalismo ou que sofreu algum acidente (como um retrovisor quebrado numa queda, por exemplo), será removida para o reparo realizado na oficina montada em Manaus para atender o projeto.

Enquanto a bike  é retirada para reparo, os técnicos fazem a substituição imediata da  bicicleta Esse trabalho é diário, e de rotina da Samba/Serttel, de acordo com o Implurb.

4003-0387 é o número que a empresa operadora do sistema disponibilizou para denúncias e para que seja acionada a assistência técnica local. Nos casos ocorridos, a operadora já está atuando para reparar os danos causados. O custo médio da operação em Manaus, incluindo manutenção, é de R$ 10 mil.


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