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Falta de hidrantes no Centro Manaus retarda trabalho de combate a incêndios

De acordo com a corporação, há pouco mais de 200 hidrantes espalhados por toda a cidade. Combate a incêndios de grandes proporções em áreas residenciais e comerciais de Manaus seria mais eficiente se houvesse um número maior de hidrantes ou se os que existem estivessem em boas condições de uso 01/10/2015 às 15:18
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Durante o trabalho de combate ao incêndio, em ruas do Centro histórico de Manaus, bombeiros sofreram com a baixa pressão da água usada para apagar o fogo; são 200 hidrantes existentes na área central, conforme o Corpo de Bombeiros
Silane Souza Manaus (AM)

O combate a incêndio de grandes proporções em áreas residenciais e comerciais de Manaus seria mais eficiente se a cidade contasse com um número maior de hidrantes ou se os que existem estivessem em boas condições de uso. Ontem (30), por exemplo, a pequena vazão de alguns equipamentos retardou o trabalho do Corpo de Bombeiros para controlar as chamas que atingiram prédios históricos na rua Leovegildo Coelho, próximo à igreja dos Remédios, no Centro.

De acordo com a corporação, há pouco mais de 200 hidrantes espalhados por toda a cidade, mas um estudo está sendo feito justamente para implantar novos terminais hidráulicos com registro, principalmente no Centro da capital amazonense. “É feito um estudo com todo um aparato do Estado e, com certeza, vamos trabalhar nessa parte que ainda está faltando”, afirmou o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Jair Ruas Braga.

O assessor de comunicação do Corpo de Bombeiros, Janderson Lopes, destacou que não se pode simplesmente colocar hidrantes em qualquer lugar, visto que existem locais de maior vazão, que são os melhores para atender a demanda. “Às vezes o hidrante que está próximo não tem vazão, como acontece com alguns do Centro. Tem que vê a questão da adutora, por isso, sempre escolhemos lugares próximos de caixa d’água para instalar”, disse.

O fato, conforme ele, retarda um pouco o trabalho do Corpo de Bombeiros por causa do abastecimento de água. Mas quando isso ocorre, a corporação usa estratégias, como a de ontem. “Nós empregamos mais de 12 viaturas, sempre uma está abastecida, acoplada à mangueira. Temos três viaturas de abastecimento, uma com 15 mil litros de água e as outras duas com 37 mil. As de combate comportam 5 mil litros e as do tipo autoplataforma aérea, de 2 a 2,5 mil”, enfatizou.

O incêndio começou por volta de 7h no depósito da Distribuidora Ferraz, que ficava ao lado da loja Casa do Pescador. Ambos tiveram perdas totais. Além disso, os prédios da Disbral Distribuidora e o da Tropical Multiloja foram parcialmente atingidos.

“Os dois prédios entre esses tiveram danos significativos. Um teve perda total e outro parcial, mas que pode evoluir para total, pois há risco estrutural visto que afetou completamente a parte superior do imóvel, vindo a romper o andar superior e cair sobre o próximo andar”, afirmou Lopes.

Interdição

Seis quarteirões próximos da área do incêndio, o equivalente a oito ruas do entorno da igreja dos Remédios, foram interditados durante toda a manhã de ontem pelo Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans). Foram 21 agentes trabalhando no local.

Em números: 100 mil litros de água foram utilizados pelo Corpo de Bombeiros somente para controlar o incêndio, o que ocorreu por volta de 11h. A Manaus Ambiental esteve no local com três caminhões pipas.

Frase

"Hoje nossa preocupação maior é com os incêndios em áreas residenciais, pois eles podem causar dano ambiental, social e econômico”. Aníbal Gomes, secretário executivo da Defesa Civil de Manaus

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