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Manaus
Segurança

Conjunto da Zona Norte de Manaus sofre com a falta de iluminação e insegurança

Moradores do conjunto Nova Cidade, na Zona Norte, reclamam que pagam por um serviço que há mais de dez anos não existe ou é prestado de forma ineficiente, mas quem se aproveita são os bandidos da região 17/06/2016 às 11:47
Show falta de luz
Principal rua do conjunto possui as luminárias, mas nenhuma delas funciona (Foto: Clóvis Miranda)
Isabelle Valois Manaus (AM)

Os  moradores do conjunto Nova Cidade, Zona Norte, estão apavorados e preocupados com a insegurança que a falta de iluminação pública   propicia nas principais vias do residencial. Na última semana, na rua 197 do bairro, ocorreu  uma troca de tiros  e o ladrão, para fugir da polícia, entrou na casa de um dos moradores para se esconder. Tudo acontece, na avaliação dos moradores, por causa da facilidade que a rua sem iluminação oferece aos bandidos.

Há pelo menos 10 anos que o problema da iluminação pública não é resolvida, principalmente nas ruas 197 e 196 do Nova Cidade, dizem os moradores. Para revolta da comunidade, as duas  ruas estão  em frente a subestação de energia Santa Etelvina da concessionária Eletrobras Amazonas Energia.

A dona de casa Ana Bartira Santos, 32, que mora na rua 197 desde que o conjunto  foi entregue para os proprietários, contou que raramente neste tempo houve iluminação pública regular  nas vias próximas a subestação e há  dias  a situação está  pior, pois toda área que fica nas proximidades da quadra de escola de Samba Sem-Compromisso, como também do supermercado DB do Nova Cidade, ficaram completamente no escuro, pois os postes de iluminação pública com as luzes apagadas. “Esses postes são só enfeite para dizer que está tudo  em ordem, mas na verdade não funcionam. Moro aqui há mais de 10 anos, porém foram poucas as vezes que presenciei a iluminação pública funcionar no período da noite”, afirmou.

Ana Bartira disse que os moradores sempre solicitaram o conserto da iluminação pública nas vias, mas nunca foram atendidos pela empresa contratada pela prefeitura para fazer o serviço. “Pagamos pela energia que consumimos. Todo mês que recebemos a conta de luz, tem especificado a taxa de iluminação pública. Pagamos por algo que não temos. Já reclamos e até hoje nada foi feito. Será que não há um órgão competente para fiscalizar? Pois é complicado essa situação”, disse.

A universitária Vanessa Furtado, 21, que há um ano se mudou com a família para um casa da rua 197, em menos de três meses foi assaltava em frente de casa quando retornava da faculdade. “Fiquei sem chão, não acreditei que uma situação como essa poderia acontecer comigo e logo em frente de casa. Mas o que facilitou foi a falta de iluminação, pois precisei retirar o celular da bolsa para informar aos meus pais que estava entrando em casa, para eles não pensarem que pudesse ser ladrão”, contou a universitária, que teme ser assaltada de novo.

Moradores instalaram os refletores 

Após o assalto, os pais da universitária Vanessa Furtado compraram um refletor e o colocaram  no poste em frente de casa para evitar que a situação possa se repetir com a filha. Assim como o pai de Vanessa, o dono de uma borracharia também colocou dois refletores no poste na via para evitar que a escuridão tome conta do local.

Todos os dois moradores puxam a energia da casa para realizar a iluminação pública, pois decidiram tomar esta decisão para evitar que a criminalidade domine a área quando anoitecesse. “Na última semana, um ladrão que fugia da polícia entrou dentro de casa para se esconder. Ainda bem que estava com meu irmão, pois acredito que ele seria capaz de fazer qualquer coisa vendo que estava só uma mulher dentro de casa. Isso só acontece por causa da escuridão”, detalhou a universitária.

Silêncio da UGPM

A responsabilidade pela  iluminação pública é da Secretaria de Infraestrutura (Seminf), que informou que a missão foi transferida a Unidade Gestora Municipal de Abastecimento de Energia Elétrica (UGPM Energia). Até o fechamento desta edição a UGPM não havia se posicionado sobre o assunto.

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