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Manaus
ZONA AZUL

Falta de informação e de monitores marcam 1º dia do Zona Azul com tarifa no Centro

Sistema de estacionamento rotativo passou a funcionar com cobrança de taxas. O que se viu no local foi gente saindo sem pagar, reclamações e poucos monitores para atender a alta demanda 30/06/2018 às 14:41 - Atualizado em 01/07/2018 às 15:24
Isabel Guedes Manaus (AM)

O sistema de estacionamento rotativo Zona Azul começou a funcionar com cobrança de tarifa a partir deste sábado (30) no Centro de Manaus. Mas o que se viu no local foi muita gente saindo sem pagar, reclamando e poucos monitores para atender a demanda de motoristas na região central da cidade, além de carros estacionados de forma irregular, mesmo com a presença de agentes do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans).

Em uma das avenidas mais movimentadas, a Eduardo Ribeiro, o administrador Sergio Souza, 43, reclamou da situação, não pela iniciativa, mas pela dificuldade de fazer o pagamento e ter que fazer a rotatividade do veículo dele a cada três horas. “O sistema novo é interessante, mas a gente fica refém das vagas e da internet para fazer o pagamento com o monitor. Eu trabalho no Centro, ainda vou me cadastrar, mas acho que o tempo de permanência na vaga, para quem trabalha por aqui, deveria ser maior. Já vou pagar mais caro por isso, então acho que essa permanência deveria ser revista nesse caso”, fala.

Assim como ele, outras pessoas também questionaram o tempo disponível e a falta de informação. O autônomo Daniel Marques estacionou o carro na rua Barroso, mas só conseguiu encontrar um monitor na Eduardo Ribeiro. Ele já tinha sido notificado, por passar mais tempo do que as três horas permitidas na vaga. “Esse sistema está precário e não tem quem informe nada. Eu sou morador, mas não consegui me cadastrar por não ter comprovante de residência. Tive que sair da rua onde estava para tentar resolver em outro ponto por falta de informação e monitores”, reclama.

Algumas dessas reclamações poderiam ser evitadas se os guardadores de carros estivessem atuando como monitores, como previa o projeto inicial do Zona Azul. Foi o que disse um dos guardadores que faz para da Associação dos Guardadores e Lavadores de Veículos do Amazonas (Aglavam), o senhor Luiz Ribeiro, 46. “No momento estão em fase de teste, por isso esta essa confusão. Gente desinformada, saindo sem pagar. Tem pouco monitor, não da para ficar de olho em todo mundo. A gente poderia ajudar, mas nesse primeiro momento não fomos chamados ainda”, relata.    

As vagas de estacionamento do Zona Azul estão disponíveis na avenida Eduardo Ribeiro e nas ruas 10 de Julho, Barroso, Henrique Martins, Rui Barbosa, 24 de Maio, Costa Azevedo, Marçal, Dona Libânia, Monsenhor Coutinho, Tapajós, Lobo D’Almada, Joaquim Sarmento, José Clemente, Ramos Ferreira, Frei Lourenço e Ferreira Pena.

Pelo sistema, cada veículo poderá permanecer estacionado por até, no máximo, três horas em cada vaga do Zona Azul. Essas, segundo a prefeitura, tem um sensor no chão, que vai detectar a hora em que o veículo estacionou. Caso o mesmo passe do tempo, o condutor será notificado a retirar o veículo do local. O valor cobrado, será de R$ 2,45 a cada hora e o sistema irá funcionar de segunda-feira à sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados, de 8h às 17h. No domingo não funcionará.

Comerciantes e moradores

Os trabalhadores do Centro da cidade, já cadastrados, têm desconto de 50% no valor da taxa de estacionamento. E, para eles, não há a exigência da rotatividade, precisando retirar o carro após as 3h limite. O cadastro é para um veículo por trabalhador. Já os moradores do Centro também devem se cadastrar para ter a isenção de pagamento da taxa. No caso dos moradores, a isenção é para um veículo por residência.

O cadastro de moradores e comerciários está sendo feito na sede do Consórcio Amazônia, na avenida Leonardo Malcher, 834, Centro, próximo ao Sebrae, no horário comercial – das 8h às 12h30 e das 13h30 às 18h.

Monitores

Em nota, o Consórcio Amazônia, concessionária responsável pelo serviço de estacionamento rotativo Zona Azul, informou que atualmente estão trabalhando como monitores 40 pessoas, sendo 90% ex-guardadores de veículos que atuavam no Centro ou familiares dos mesmos. “Eles atuam em todas as ruas que fazem parte do Zona Azul”.

O diretor operacional do consórcio, Guilherme Rocha explicou, por meio da assessoria de imprensa, que quando a central de monitoramento do sistema identifica que há demanda maior em determinadas áreas do centro, os monitores são orientados a deslocarem-se para esses pontos. Segundo ele, já foram contratados mais monitores, que estão em treinamento para iniciar na função a partir do final da próxima semana.

Notificações

Em relação às notificações aos motoristas, o Consórcio Amazônia declarou que o Manaustrans é o órgão responsável por notificar o condutor que estacionar irregularmente. “Conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), artigo 181, inciso XVII, estacionar em desacordo com a regulamentação é uma infração grave, com multa no valor de R$ 195,23, e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação”. De acordo com a concessionária, ainda cabe a remoção do veículo para o parqueamento da Prefeitura de Manaus.

“Os monitores do Consórcio Amazônia, ao identificarem que o veículo está estacionado irregularmente, registram no sistema do Zona Azul. Essa notificação é enviada de forma automática para o Manaustrans, que aciona os agentes de trânsito”, disse o consórcio.

Sobre a atuação dos guardadores de carros, o Consórcio Amazônia informou que os chamados “flanelinhas” foram absorvidos para trabalhar como monitores. “Na primeira fase já foram contratadas 40 pessoas. Conforme a expansão do sistema novas contratações serão feitas”, disse a concessionária. “O consórcio está em negociação com a Associação e Cooperativa dos Flanelinhas para incluí-los no projeto credenciando-os para a venda de créditos aos usuários”, finalizou.

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