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Falta de segurança no cemitério S. J. Batista assusta frequentadores

Quem trabalha ou frequenta o cemitério São João Batista reclama da insegurança, problema que facilita os furtos e o vandalismo 03/09/2015 às 10:18
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Segundo frequentadores do cemitério, a falta de vigilância agrava o problema
oswaldo neto ---

A falta de segurança no cemitério municipal São João Batista, localizado na avenida Boulevard Álvaro Maia, bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul, vem causando transtorno para trabalhadores e pessoas que circulam no local. Abordagem de moradores de rua e constantes furtos em sepulturas são apenas alguns dos relatos de quem circula diariamente no cemitério.

De acordo com a Secretaria Municipal de Limpeza e Serviços Públicos (Semulsp), o cemitério São João Batista possui maior número de sepulturas da cidade. Com mais de 100 anos de existência, o local tem mais de 19 mil sepulturas distribuídas em 24 quadras. O órgão diz ainda que, em média, quatro a seis pessoas são sepultadas diariamente no espaço.

Em meio a essa movimentação, zeladores que trabalham no cemitério reclamam da falta de segurança, que cresceu nos últimos anos. Segundo eles, roubos de sepulturas têm se tornado comuns ali durante a madrugada. “Roubaram o crucifixo do senador Jefferson Peres. Eles pulam o muro de madrugada e costumam roubar portas de alumínio para vender por micharia também”, mostra um dos funcionários do local, João Batista, 56, que trabalha há mais de 30 anos no cemitério.

Visitas indesejadas

Enquanto isso, o zelador Raimundo Piedade, 47, destaca outro tipo de problema do cemitério: a constante presença de moradores de rua. Conforme ele conta, a presença deles, num grupo que varia de 5 a 10 pessoas por dia, tem aumentado no cemitério com o início do verão amazônico.

“Eles vêm tomar banho no tanque, que a gente usa para lavar as sepulturas, só que fica a maior bagunça... Alguns ficam nus e incomodam as pessoas que vêm aqui. Quem vem visitar a sepultura até acha que é gente daqui. Nós chamamos a polícia, só que os policiais expulsam e eles voltam de novo”, diz Raimundo.

Vigilância

Apesar da falta de segurança relatada pelos trabalhadores do São João, funcionários da administração relatam que o local dispõe de fiscais e vigias; no entanto, a reportagem não constatou a presença deles no cemitério.

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