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Família aguarda corpo de inglesa que morreu em acidente no Rio Negro

O marido e as duas filhas da vítima, que também estavam na lancha no momento do acidente, já retornaram ao país 09/09/2013 às 14:36
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Dois dias antes de chegar a Manaus, a família inglesa tinha ido à Foz do Iguaçu e continuaram suas férias pelo Brasil por Manaus
OSWALDO NETO Manaus (AM)

O corpo da inglesa Gillian Metcalf, 50, vítima de um acidente entre duas lanchas no Rio Negro nas proximidades do Porto da Ceasa, Zona Leste de Manaus, foi liberado na última sexta-feira (6) pelo Instituto Médico Legal (IML) e encaminhado a uma funerária da capital. Segundo informações do consulado da Inglaterra em Manaus, o translado para o seu país de origem será realizado entre segunda (9) e quarta-feira (11).

De acordo com o cônsul Vicente Brown, o procedimento será aguardar os documentos expedidos pela funerária onde o cadáver está abrigado e, assim, encaminhar o caixão lacrado para o aeroporto com supervisão da Polícia Federal. “Os feriados desta semana prejudicaram muito os processos administrativos, mas o consulado irá acompanhar de perto a repatriação junto com a Polícia Federal”, disse.

O consulado também informou que o marido e as duas filhas da vítima, que também estavam na embarcação e apresentaram apenas ferimento leves, retornaram ao país na última sexta-feira (6).

Repercussão Internacional

Segundo o site Daily Mail, um dos maiores periódicos da Inglaterra, Gillian era vista pela família e amigos como uma pessoa animada e feliz. Em entrevista, Alice, 18 - filha mais nova da vítima e que também se acidentou em Manaus -, afirmou que a mãe “morreu feliz, sem dor e cercada pela família”.

O site informou que Gillian era advogada e sócia-proprietária em um escritório de advocacia, na cidade de Kent, no sul da Inglaterra, onde vivia com a família. Charles, o viúvo da vítima, desabafou sobre o descuido do outro piloto: “Esse foi um acidente que nunca deveria ter acontecido, foi um caso de negligência. Graças a Deus minhas filhas ainda estão vivas”.

A família estava de férias pelo Brasil. Dois dias antes de chegarem a Manaus, na manhã de quarta-feira (4), eles tinham visitado Foz do Iguaçu, no Paraná.

Relembre o caso

Gillian, o marido e suas duas filhas estavam em direção ao hotel de selva Juma Amazon Lodge quando o acidente ocorreu no Rio Negro, às margens de Manaus, depois que o barco em que estavam tinha abastecido num “pontão” (posto de combustível flutuante).

Segundo testemunhas, o condutor da outra lancha se aproximou em alta velocidade e bateu na embarcação. Depois da colisão, o condutor não teria prestado socorro às vítimas e se afastou do local. A lancha dos turistas fazia serviços exclusivos para o resort e a empresa prestou toda assistência aos acidentados. Já a outra lancha não estava regularizada, supostamente. A Marinha abriu inquerito para investigar as causas do acidente.

As vítimas foram levadas ao Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, também na Zona Leste, mas Gillian não resistiu aos ferimentos e morreu ao dar entrada na unidade de saúde. Segundo o laudo de necropsia realizado pelo IML, a causa da morte da inglesa foi traumatismo craniano.

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