Domingo, 23 de Fevereiro de 2020
MEDO

Família de jovem baleado no Nossa Senhora de Fátima acusa policial de intimidação

Parentes de Emanoel Pantoja afirmam que policial segue trabalhando no bairro e intimidando pessoas próximas ao jovem morto após ser baleado na cabeça



jovem_morto_agora.JPG Na imagem de celular a fotografia do adolescente Emanoel Menezes Pantoja (Foto: Jair Araújo)
25/04/2018 às 07:20

Familiares e amigos do adolescente Emanoel Menezes Pantoja, de 15 anos, que morreu na madrugada do último domingo, no Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, após ser baleado na cabeça por um policial militar da Força Tática durante um patrulhamento de rotina, afirmam que o PM continua trabalhando no Bairro Nossa Senhora de Fátima, Zona Leste, onde ocorreu o crime, e intimidando pessoas próximas do jovem.

Uma tia do adolescente, que pediu para não ser identificada temendo sofrer mais represálias, contou que o policial identificado como Alessandro Pereira da Costa continua trabalhando na mesma viatura, no mesmo bairro, e passa diariamente na frente da casa da família e de amigos como se quisesse intimidar os moradores.



“Ela passa aqui olhando, encarando, querendo intimidar as pessoas”, disse a familiar de Emanoel Pantoja.

Versões

O crime ocorreu no último dia 16 na rua Santa Helena, bairro Nossa Senhora de Fátima, na Zona Leste da cidade. Segundo a Polícia Militar, os policiais da Força Tática foram recebidos a bala enquanto faziam patrulhamento de rotina na área, versão que é negada pela família do adolescente de 15 anos.

Conforme a tia, Emanoel não tinha envolvimento com o crime e nem era usuário de drogas. “Ele estava indo chamar um amigo para jogar bola, passavam por um terreno baldio e foram atacados pelos policiais”, disse a parente.

A tia do adolescente informou à reportagem que na segunda-feira estava marcada uma audiência na Promotoria Especializada no Controle Externo da Atividade Policial, mas teve que ser remarcada porque neste dia o adolescente foi velado e sepultado.

“A promotoria está atuando no caso, já temos 7 testemunhas, uma delas estava filmando a ação dos policias no dia e teve uma arma apontada na cabeça. Foi horrível. Mas já fomos orientadas pelo advogado, fomos na Procuradoria Geral da PM e na Promotoria, mas estamos com medo”, disse.

A CRÍTICA  tentou contato com a delegada da Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (DEAAI), Elizabeth Paula, para saber como está o caso, se ainda está sendo investigado, mas não teve as ligações atendidas.

 A assessoria de imprensa da Polícia Civil do Amazonas, que foi procurada pela reportagem, informou, por meio de e-mail, que deveríamos solicitar informações da Corregedoria-Geral de Segurança Pública, por meio da assessoria de imprensa da PM.

Sem respostas da Polícia Militar

A reportagem de A CRÍTICA também entrou em contato com a Polícia Militar do Amazonas para questionar como está o andamento das investigações internas, saber quais os motivos do policial suspeito ter atirado no adolescente continuar trabalhando no bairro e sobre a ação de intimidação contra os parentes da vitima, que vem sendo atestada pelos familiares de Emanoel Pantoja, mas até o fechamento desta edição não obteve respostas.


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