Terça-feira, 23 de Abril de 2019
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DOR E DIFICULDADES

Família de motorista morto em assalto passa por dificuldades e espera por justiça

O motorista Antônio Alves de Souza, 59, foi morto durante um assalto ao ônibus alternativo em que ele trabalhava no dia 4 de março deste ano


04/09/2017 às 08:53

Após quase seis meses da morte do motorista do sistema alternativo de transporte Antônio Alves de Souza, 59, ocorrida durante um latrocínio no dia 4 de março deste ano, no bairro Santa Etelvina, zona Norte, a família dele continua esperando a justiça ser feita.

Na mesma noite do crime um dos envolvidos, identificado como Dieimerson Monteiro Silva, foi preso por policiais do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO). Já o comparsa dele, Diego da Silva Litaiff, continua foragido.

“Desde aquela noite nossa família desmoronou. Um homem de bem, trabalhador e honesto perdeu a vida para dois bandidos. Ele nem reagiu e foi morto covardemente com um tiro na nuca. Desde essa noite nós, filhos dele, ficamos sem estrutura para voltar a trabalhar no transporte e hoje estamos todos desempregados”. Este é o desabafo da filha do motorista, Rosana Souza, 32. Ela trabalhava como cobradora no mesmo veículo que o pai dirigia. Porém, na noite do crime, havia ficado em casa e deu lugar para o irmão, que acabou presenciando toda a ação dos bandidos.

O irmão dela, que preferiu ter o nome preservado, também nunca mais voltou a trabalhar no transporte público. Ele acabou se mudando para a casa de uma tia, por não suportar permanecer na mesma casa que cresceu ao lado do pai. “Há seis meses estamos desempregados. Não temos estrutura para voltar a trabalhar nos micros. É uma mistura de medo, revolta e lembrança dele. Nossa vida mudou completamente”, ressaltou Rosana.

A esposa de Antônio, de 62 anos, foi casada com o motorista durante 37 anos. Ela também não consegue ficar muito tempo na casa que vivia com a vítima. Segundo a filha Rosana, a mãe prefere passar os dias em residências de familiares. Nos poucos dias em que fica em casa, ela acaba chorando muito.

“Ainda não superamos a perda do nosso herói, estamos apenas aprendendo a conviver com a saudade dele. Ele era um grande amigo, querido por todos e hoje em dia, é lembrado tanto por familiares, como pelos amigos pele grande homem que foi”, ressaltou.

Batalhador

Antônio trabalhava como motorista há 14 anos e construiu a casa onde morava com a família, no bairro Zumbi 2, na zona Leste de Manaus, com muito esforço. Ele deixou, além da esposa, quatro filhos e seis netos. O motorista era querido tanto por familiares, como por amigos.

Na época da morte dele, dezenas de trabalhadores do transporte alternativo fizeram manifestações pedindo mais segurança nas ruas.

Comparsa ainda é procurado

Entramos em contato com o diretor do DRCO, Guilherme Torres, para saber como andam as investigações sobre os autores do latrocínio, roubo seguido de morte. Segundo o delegado, após a prisão de Dieimerson o mesmo indicou quem era o comparsa dele. No entanto, o rapaz se contradisse nos depoimentos e somente depois de um trabalho mais apurado conseguiu-se chegar a identificação do outro autor, Diego. “Encaminhamos o inquérito e o promotor de justiça ofereceu a denúncia. Continuamos as buscas pelo Diego, que hoje é foragido e pedimos à população, que se souber sobre o paradeiro dele, denuncie”, destacou o delegado. Dieimerson permanece preso. O telefone para denúncias é o (92) 99360-8004. A identidade do denunciante será preservada

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