Sábado, 20 de Julho de 2019
AJUDA

Família faz campanha para custear tratamento de menina baleada em Manaus

Quase duas semanas após ser vítima de bala perdida, a criança de 7 anos luta por uma cadeira de rodas. Ela ficou com o projétil na cabeça e teve todo o lado esquerdo do corpo paralisado



adolescente_baleada.JPG Keylane Sales dos Santos, 7 anos, lembra de tudo e chora muito por conta do que aconteceu com ela no Lírio do Vale (Foto: Divulgação)
01/08/2018 às 07:27

Os assassinatos com relação ao tráfico de drogas em Manaus deixaram, além de insegurança para a população, sequelas para o resto da vida em Keylane Sales dos Santos, 7. Ela foi atingida com um tiro na cabeça, no dia 18 de julho, após a execução de um homem, no Lírio do Vale, e por conta disso teve todo o lado esquerdo do corpo paralisado. Para a mãe, Keylane questiona o porque do acontecido e chora ao lembrar da tragédia.

“Ela pergunta porque que isso aconteceu com ela. Porque que ela não morreu. É muito triste. Ela era uma criança dengosa, muito tola, agora voltou a ser um bebê. Se depender da medicina, ela não vai mais andar”, disse a mãe Alcilene Sales, de 26 anos. Keylane estava com a mãe quando foi atingida na frente de um mercadinho, no bairro Lírio do Vale, Zona Centro-Oeste.

Keylane havia ido comprar um lanche, quando pistoleiros se aproximaram e atiraram contra Márcio Gleisson Rebelo dos Santos, o “Márcio Pitbul”, 35 anos. O crime ainda é um mistério para a polícia, mas desse assassinato a única certeza é de que Keylane viverá para sempre em uma cama e também em uma cadeira de rodas. Segundo a mãe, Keylane ainda lembra do acontecido e chora bastante por ter ficado nessa situação.

A menina ficou com o projétil  alojado na parte direita do crânio, passou por cirurgia e chegou a ficar em coma induzido por três dias. O tratamento dela terá alto custo e por isso familiares devem organizar uma feijoada com objetivo de arrecadar dinheiro para a compra de uma cadeira de rodas, sessões de fisioterapia e medicamentos. Segundo ela, uma cadeira de rodas custa em média R$ 3,6 mil. O evento será no dia 26 de agosto, na quadra poliesportiva do bairro. Quem tiver interesse em ajudar a pequena Keylane deve entrar em contato pelo número 98104-5508.

Menina pediu mudança

Por conta do acontecimento, familiares que moravam no bairro, próximo de onde ocorreu o crime, se mudaram no início da semana, por conta da violência, também por ameaças e, principalmente, a pedido da própria Keylane. De acordo com a mãe, a filha ficou com traumas e pediu para se mudar do bairro.

“Ela lembra de tudo o que aconteceu, como foi e as vezes chora muito por conta disso”, disse a mãe. Um parente da família comentou com a reportagem que outro motivo da mudança seria porque a família recebeu ligações de estranhos em tom de ameaça.

“Estão ligando, ameaçando, perguntando por ela (Keylane), para saber se ela falou algo para a polícia”, disse o parente. O caso é investigado pela DEHS e mantido em sigilo, segundo informou o delegado titular Jeff Mac Donald.

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