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Manaus
LEUCEMIA

Família pede doação de sangue O negativo para menino de 3 anos com leucemia

Antes acostumado a brincar como uma criança comum, o pequeno Miguel passou as festas de fim de ano deitado num leito de hospital de Manaus 07/01/2018 às 20:04 - Atualizado em 07/01/2018 às 22:48
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Na foto, Miguel e a tia dele, Lívia Bavaresco (Foto: Divulgação)
Vinicius Leal Manaus (AM)

Há menos de um mês, a rotina do pequeno Miguel Souza Bavaresco, de 3 anos, mudou completamente. Antes acostumado a brincar como uma criança comum, ele passou as festas de fim de ano deitado num leito de hospital em Manaus após ser diagnosticado com leucemia, o câncer no sangue. Agora, os pais dele iniciaram uma campanha para pedir doações de O negativo, o tipo sanguíneo de Miguel.

A descoberta da doença, segundo o pai do menino, Gabriel Pinto Bavaresco, foi um baque para a família. “Ele está internado desde o dia 9 de dezembro e foi confirmada a leucemia dia 12. A gente ainda está meio surpreso. Em menos de um mês tudo isso. Não temos detalhes sobre o estágio da doença, mas ele já começou a quimioterapia. Também nem sabemos quando ele poderá ter previsão de alta”, explicou o pai, por telefone.

Ele e a mãe da criança, Priscila da Costa Souza, vêm se revezando com outros familiares no acompanhamento de Miguel no hospital, o Hospital Infantil da Unimed Manaus. “No Natal ela (mãe) ficou com ele e no Réveillon fui eu, porque só pode ser um acompanhante. Agora, por exemplo, ela está lá com ele. Não pode ter muita gente porque ele está com a imunidade baixa”, explicou o pai.

As transfusões de sangue no garoto dependem dos exames feitos nele rotineiramente. “Conforme a necessidade, a pediatra solicita a transfusão ou de sangue ou de plaquetas. As quimios acontecem no hospital. O técnico do Hemoam (Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas) vai até o hospital e faz a quimioterapia. Tudo programado”, explicou Gabriel.

E os efeitos do procedimento já são sentidos pelo pequeno Miguel. “Ele não fala muito. Ele só senta e deita, fica em pé só na hora de tomar banho. Ele não está brincando, está meio estressado por estar tanto tempo preso, internado. Nem em casa solto ele ficava tanto tempo parado. Até outubro ele estava super bem. Veio começar os sintomas em novembro”.

Conforme o pai, a doença demorou a ser diagnosticada. Miguel começou a ter dificuldades para andar, apresentou falta de apetite, porém, devido à palidez natural da pele dele, foi difícil determinar o câncer no sangue. “Ele é muito branco e a gente não prestou atenção na palidez. A gente estava tratando com ortopedista (devido ao problema de locomoção), para você ter uma ideia. Aí fizemos o exame de sangue e começou”.

Nesta próxima semana devem ocorrer os últimos processos de quimioterapia em Miguel, conforme disse o pai. “Iam parar e analisar os resultados. Mas disseram para nós que poderia faltar sangue O negativo. Depois do fim de ano baixou muito (o estoque). Então a gente fez a campanha”, explicou Gabriel. Para doar, só é preciso ir até os pontos de coleta do Hemoam e informar o nome do paciente e dos pais.

Critérios para ser doador

Para doar sangue é necessário apresentar documento oficial de identidade com foto e ter entre 18 e 69 anos. Menores de idade também podem doar, mas desde que tenham autorização dos pais ou responsáveis. As pessoas também precisam estar bem de saúde e não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas. Não é preciso estar em jejum.

Entre os locais disponíveis para doar estão a própria Fundação Hemoam, na avenida Constantino Nery, 4.397, Chapada, na Zona Centro-Sul da cidade, nos horários de segunda a sábado, das 7h às 18h, e o ponto de coleta do Hemoam que fica na Maternidade Ana Braga, na alameda Come Ferreira, bairro Aleixo, de segunda a sexta, das 7h às 13h30.

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