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Manaus
FORAGIDO

Família pede prisão de pastor que matou ex-esposa estrangulada em Manaus

Ele confessou o assassinato motivado por ciúmes, mas continua livre nas ruas. O pastor é considerado foragido 09/06/2017 às 13:23 - Atualizado em 09/06/2017 às 16:32
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Foto: Winnetou Almeida
Vinicius Leal Manaus (AM)

Mais uma vez os familiares da professora Rocicleide de Araújo Silva, 36, que foi morta estrangulada e teve o corpo jogado em um rio pelo ex-marido em Manaus, foram às ruas pedir a prisão do acusado do crime, o pastor e empresário José Lasmar de Andrade Almeida, 36, o “Pastor Lasmar”, ex-candidato a vereador de Iranduba. Ele confessou o assassinato motivado por ciúmes, mas continua livre nas ruas. Ele é considerado foragido.

Parentes e amigos protestaram hoje (9) pedindo a prisão dele, em frente ao Fórum Ministro Henoch Reis, na Zona Centro-Sul da capital. “É uma dor muito grande e queremos justiça. A minha filha não merecia. Minha filha não merecia, tinha um filho para criar”, disse a mãe da vítima, Rocicleia Araújo, 56. 


Pais, irmãos, tios e primos em protesto (Foto: Winnetou Almeida)

Segundo os familiares, “Pastor Lasmar” confessou o crime em depoimento à polícia. “Ele foi lá com o delegado, confessou que matou e o delegado simplesmente liberou. Não prendeu. Inclusive ela estava com uma medida protetiva contra ele”, disse a prima da vítima, Rosilene Queiroz Nogueira, 28. “Agora ele sumiu, a gente não sabe paradeiro, não sabe nada”.

O delegado Torquato Mozer, responsável pelo inquérito do caso, negou ter dado liberdade ao acusado. Segundo ele, a prisão preventiva de “Pastor Lasmar” foi solicitada e aceita pela Justiça, porém ele fugiu e não foi mais encontrado, ou seja, é foragido da Justiça. “Ele tem mandado de prisão em nome dele, é foragido da Justiça”, explicou o delegado.

“Quando aconteceu o crime, era tratado como desaparecimento. Passaram quatro, cinco dias e apareceu o corpo dela. A partir daí houve a tese de homicídio e iríamos começar a ouvir os familiares, quando o pastor se apresentou espontaneamente. Mas tinha se passado um longo tempo do crime, e não havia mais flagrante, e ele não poderia ser preso sem mandado de prisão. Então foi a pedida preventiva em razão do depoimento dele”, explicou Mozer.

Matou e jogou o corpo

O corpo da professora foi encontrado no dia 7 de maio deste ano, boiando e preso a uma árvore em uma área de várzea as margens do rio Ariaú, na zona rural do município de Iranduba, em uma comunidade no Km 37 da rodovia AM-010. O corpo da vítima tinha sinais de estrangulamento e estava com uma corda amarrada no pescoço, e foi localizado por pescadores que navegavam pelo rio.

“Ele matou ela dia 5 (de maio) e o corpo foi encontrado dia 7. No dia do crime, ela estava na residência dela. Uma testemunha falou que começou uma briga por volta das 9h e às 11h30 parou. Aí ela não foi mais vista”, disse a prima da vítima, Rosilene. “Ele matou ela, desceu as escadas, a pôs no porta-malas e ainda foi buscar o enteado na escola com a mãe morta dentro do carro. Depois jogou o corpo da ponte do Ariaú. Ele confessou isso. Além da corda no pescoço, o cabelo dela estava cortado e o rosto quebrado”, contou.

Após matar a ex-esposa, “Pastor Lasmar” ainda tentou enganar os parentes da vítima, segundo os familiares. “Ele mandou uma mensagem para a irmã dela, se passando pela Rocicleide e falando que ela ia para Manacapuru vender um apartamento, e que era para ela ficar com o filho (enteado). Ele queria que a gente não encontrasse o corpo dela, porque (o corpo) ia descer no rio. Mas o perito falou que o pé dela prendeu numa árvore. Foi quando o pescador achou e segurou”, falou outra prima, Dirlene Lima, 29.


Mãe e pai de Rocicleide de Araújo (Foto: Winnetou Almeida)

Motivado por dinheiro

O relacionamento entre os dois durou cerca de oito anos e sempre foi conturbado, mas segundo familiares o motivo do crime não foi apenas ciúmes. “Ele queria a casa. Ela vendeu uma picape dela e deu uma parte pra ele. Quando foi para vender um caminhão, ele fugiu com o dinheiro. Não sei o que aconteceu e ele voltou para casa. Depois de cinco ou sete dias fez isso com ela. Então acredito que foi por dinheiro, por ganância”, falou Rocicleia, a prima.

Além disso, há também uma disputa por um imóvel, uma vila de casas alugadas localizada na rua Maravilha, bairro Cidade de Deus, Zona Norte da capital. “Um primo dele está ligando, falando que já comprou a residência e está indo receber os alugueis, se passando como dono, sendo que a casa está no nome do meu tio. Ele ameaça os inquilinos. O carro também está no nome dela, mas está com ele”, também relatou a prima.

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