Terça-feira, 23 de Julho de 2019
DESAPARECIDO

Família protesta em Manaus e exige providências: 'Cadê o Bruno?'

Familiares e amigos do autônomo Bruno Vasconcelos de Almeida programam manifestações em órgãos públicos. No último dia 13, uma câmera de segurança registrou PMs saindo do carro de Bruno e de uma viatura da Polícia Militar



bruno_6FEF1448-245D-4AEB-81B3-5CD1109FF3B2.JPG Desaparecimento completou 12 dias hoje; Amigos e parentes seguem sem informações sobre o paradeiro de Bruno. Foto: Junio Matos
24/06/2019 às 20:12

“Cadê o Bruno?”. Esta é a pergunta que está estampada em faixas, cartazes e camisetas de familiares e amigos do autônomo Bruno Vasconcelos de Almeida, desaparecido há 12 dias. O grupo fez uma manifestação nesta segunda-feira (24), em frente ao jornal A Crítica, para pedir mais atenção para o caso, já que até hoje não havia nenhuma informação dos órgãos de segurança pública sobre o paradeiro de Bruno, assim como do carro dele.

“Nós viemos aqui para frente do jornal porque nós queremos dar maior publicidade para o desaparecimento dele (Bruno). O tempo está passando e isso não pode ser esquecido”, disse a esposa de Bruno, Jaqueline Melo. Segundo ela, o sofrimento da família é grande e assim como vai se passando o tempo, vai passando também a esperança de encontrar o autônomo com vida.

A manifestação de hoje foi a primeira de outras que o grupo pretende organizar até que Bruno seja encontrado vivo ou morto. Os protestos estão programados para serem realizados em frente ao Comando Geral da Polícia Militar, no bairro de Petrópolis; em frente ao quartel da Força Tática, na rua Dr. Machado; e em frente ao Ministério Público.

“Nós não estamos acusando ninguém, só queremos saber do paradeiro de Bruno. O meu marido não é menos importante que o sargento Luiz Carlos da Silva Costa, que todos se voltaram para o caso e os culpados foram presos no dia seguinte”, disse Jaqueline.

A assistente social Maria Cristina Teixeira da Silva, 52, que está sofrendo pelo desaparecimento do autônomo e por ver o sofrimento da mãe dele, que desde o dia do sumiço não parou  mais  de chorar. “O meu primo é uma pessoa boa, com o filho e com toda família. Não tinha envolvimento com o crime”, disse ela.

Uma câmera de segurança  registrou policiais militares saindo do carro de Bruno e de uma viatura da Polícia Militar por volta de 1h40 do último dia 13. Mais tarde a placa do carro foi encontrada no Manoa.

Apuração em curso

Na semana passada, o comandante geral da Polícia Militar, coronel Ayrton Norte  disse que iria “cortar na própria carne, mas vamos dar uma resposta para a sociedade”.  O caso envolvendo Bruno é apurado sob sigilo.

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Repórter de A Crítica

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