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Familiares continuam atrás do paradeiro de parentes que fugiram de seguranças em invasão

Familiares afirmam que Max Clistian e Iraldo Sobralino entraram numa área verde para fugir dos seguranças do dono do terreno, na invasão Bom Pastor, no dia 15 de outubro, e sumiram desde então 02/11/2015 às 17:11
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Até o momento, nenhuma informação sobre o paradeiro de Max Clistian foi obtida. Deops e Seaop investigam também o desaparecimento do pastor Iraldo Sobralino
Kelly Melo Manaus (AM)

CONFIRA O VÍDEO

Desaparecidos desde o dia 15 de outubro, familiares do motorista Max Clistian Pinho Ramos e do pastor evangélico Iraldo Sobralino Albuquerque seguem sem informações sobre o paradeiro deles. Segundo os familiares, os dois homens sumiram após entrarem em uma área verde na invasão Bom Pastor,  Zona Norte, enquanto fugiam de seguranças do dono do terreno, um dia depois do cumprimento do mandado de reintegração de posse da área, ocorrido no mês passado.

Armados, os supostos “capangas” do proprietário  teriam atirado contra as pessoas que ainda estavam no local, entretanto, dos que entraram na mata para se esconder, apenas Max e Iraldo não retornaram para as suas casas.

Na tentativa de conseguirem alguma explicação, os parentes dos desaparecidos procuraram a ajuda da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM), onde protocolaram um pedido para que houvesse uma investigação sobre o caso. “A esperança é a última que morre e por isso continuamos na luta para encontrá-los”, afirmou o pai de Max Clistian, Cláudio Júnior da Silva.

O documento foi entregue ao presidente da comissão,  José Ricardo Wendling (PT), que encaminhou o mesmo pedido à Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) para que “as devidas providências para solucionar e elucidar o presente caso e assim dar uma resposta concreta aos familiares que estão em desespero”.

O secretário de Segurança Pública, Sérgio Fontes, confirmou que recebeu o documento e o encaminhou para a Secretaria Executiva Adjunta de Operações (Seaop) para levantar informações sobre o sumiço dos dois homens. “Por enquanto, não posso adiantar nada”, concluiu o Fontes.

PC investiga sumiço

Embora tenham registrados boletins de ocorrências em várias delegacias, os familiares dos desaparecidos afirmam que não receberam nenhuma informação sobre a existência de uma investigação sobre o episódio e temem que, quanto mais o tempo passe, mais difícil fique para encontrar pistas sobre o paradeiro deles. “Se estiverem mortos, queremos ao menos encontrar os corpos para dar um enterro digno porque eles também são seres humanos”, disse o Cláudio Souza.

De acordo com a Polícia Civil, o desaparecimento de Max e Iraldo está sendo investigado pela Delegacia Especializada de Ordem Política e Social (Deops) desde o dia 15. No entanto, a instituição preferiu não entrar em detalhes sobre o inquérito policial  para não comprometer o andamento das investigações. 

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