Quinta-feira, 24 de Setembro de 2020
para despedida

Familiares de amazonense morta na Holanda pedem ajuda para trazer corpo para o Estado

A adolescente Alice Albuquerque, 15 anos, foi morta com golpes de faca no pescoço



familiares_01320876-B7AF-4517-A837-5039BE1E75EA.JPG Foto: Divulgação
14/08/2020 às 19:47

"A Alice tinha vários sonhos. Era tão linda, tão meiga [...] Ela estava de cabelo curto porque doou o cabelo dela para o Hospital do Câncer, de lá". Estas foram as palavras de Ednelza Albuquerque, 41, tia da adolescente brasileira Alice Albuquerque, de apenas 15 anos, morta a golpes de faca no pescoço, durante a noite da última quarta-feira (12), em Rotterdam – cidade holandesa localizada no Noroeste da Europa. Agora, os familiares lutam para conseguir trazer o corpo para o Amazonas.

O grande impasse dos familiares é quanto ao traslado do corpo para Manaus, já que não há embaixada que represente a Holanda na cidade.



Os parentes de Alice se deslocaram até a sede da Polícia Federal e conversaram com o delegado da PF, Sérgio Fontes. No entanto, após tentarem entrar em contato com o Itamaraty, não obtiveram resposta.

O apelo da família é mobilizar as autoridades, a fim de conseguirem se despedir da menina. "Ela tem sete dias para ser removida, se não ela será cremada, e não é isso o que a gente quer. Não quero que tragam as cinzas. Eu quero que tragam o corpo", declarou, aos prantos, a tia da adolescente.

Entenda

De acordo com o tio da vítima, Edvar Albuquerque, 39, a menina foi assassinada pela própria amiga, de nacionalidade marroquina, que supostamente não aceitava o distanciamento da vítima, devido às novas amizades que a garota havia feito.

"Minha sobrinha, nem a mãe dela, queriam que ela fosse para a casa dela [suspeita], e ela premeditou, armou tudo, disse que era só uma festa de despedida [...] Na hora em que a minha sobrinha vinha saindo, ela matou por trás [...] à traição, covardia. Ela acabou não só com a vida da minha sobrinha, mas com a nossa. Estamos sofrendo muito. Vamos fazer três dias sem dormir, sem comer, correndo atrás", detalhou o tio de Alice. Amigos e alguns familiares da menina realizaram manifestação pelas ruas de Amsterdam, nesta sexta-feira (14).

Natural de Manaus, a adolescente passou a morar na Holanda quando tinha 8 anos de idade - época em que a mãe dela decidiu sair do Brasil para acompanhar o marido -  padrasto da garota - que é holandês. Alice, ainda conforme os tios, era uma menina com muitos sonhos e brincalhona.

"Ela era tão linda, tão meiga. Ela gostava muito de brincar com crianças. Ela ainda era uma criança para nós", relembrou Ednelza Albuquerque, acrescentando que a menina visitava a família no Brasil a cada final de ano.

Mais informações

Segundo a imprensa holandesa, Alice foi morta pela melhor amiga, que estudava com ela na mesma escola. Conforme as autoridades, a vítima havia sido convidada pela suspeita, uma adolescente de 16 anos, para que fosse ao apartamento dela conversar sobre a tentativa de uma possível reconciliação, já que as duas teriam se desentendido no dia anterior ao crime.

Para a polícia holandesa, a mãe da acusada e outras duas irmãs dela participaram da ação que tirou a vida de adolescente, de forma premeditada. Elas também foram detidas.

Equipes contendo cerca de 150 policiais foram mobilizadas para investigar o caso.

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Repórter de A Crítica

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