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Manaus
JUSTIÇA

Familiares de empresária morta em lan house pedem pena máxima para assassino

Mulher foi encontrada morta em estabelecimento após ser estrangulada pelo marido, que não aceitava divórcio. Audiência de instrução iria ouvir o réu, mas foi cancelada pela ausência de duas testemunhas 14/09/2016 às 12:22
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Na entrada do fórum, familiares cobravam justiça (Foto: Winnetou Almeida)
acrítica.com* Manaus (AM)

Familiares da empresária Ruth Mouta Cacela, 32, morta pelo marido José Eloy dos Santos Cardoso, 32, em maio deste ano, pedem a pena máxima para o autor do crime. A mulher foi encontrada morta após ser estrangulada pelo homem em uma lan house no bairro Compensa, Zona Oeste de Manaus.

Segundo a polícia, o corpo foi encontrado pela prima da vítima por volta das 7h do dia 12 de maio. O corpo apresentava sinais de estrangulamento. Eloy alegou que cometeu o crime porque teria flagrado a esposa mantendo relações sexuais com um mototaxista, porém a versão não foi confirmada pela polícia, que acredita que ele assassinou a esposa pelo fato de não aceitar o divórcio.

Com cartazes pedindo justiça, o grupo se reuniu na frente da 2ª Vara do Tribunal do Júri, no Fórum Ministro Henoch Reis, no bairro São Francisco, Zona Sul. Parentes da vítima estiveram no local porque o assassino confesso, José Eloy, seria ouvido pelo juiz da Vara, Anésio Pinheiro, no entanto, a audiência de instrução foi cancelada devido à ausência de duas testemunhas, que não foram encontradas.

A mãe da vítima, Francisca da Costa Mouta, 79, cobrou mais rapidez sobre o caso. “Espero que a Justiça seja feita e que ele receba a pena máxima, porque o que fez foi uma crueldade com uma pessoa que nunca fez mal a ninguém”, disse.

Após as testemunhas serem localizadas, a audiência será marcada novamente.

Apoio

Além de parentes de Ruth, familiares da dona de casa Josilene Ferreira de Araújo, 23, prestaram apoio à família de Ruth exibindo faixas e cartazes. Josilene foi morta no dia 23 de junho deste ano em outro caso de feminicídio. Segundo a polícia, ela foi assassinada pelo companheiro Diego Fabrício do Nascimento Pacheco, 32. Ele está preso e ainda não foi ouvido pela Justiça.

*Com informações da repórter Joana Queiroz

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