Quinta-feira, 02 de Abril de 2020
Caso Lorena Baptista

Familiares de perita morta estão confiantes que dentista será condenado

"Eu acho que daqui não tem vitorioso, aconteceu uma tragédia nas duas famílias. O que tínhamos que fazer nós já fizemos", destacou a irmã da perita, morta em 2010. Hoje o julgamento do réu, o dentista Milton César Freire da Silva, deve ser concluído



justi_a_365FBBC5-2A79-425C-B5C1-31BA29488D33.JPG Familiares de Lorena Baptista durante entrada no Fórum Ministro Henoch Reis. Foto: Karol Rocha
09/02/2020 às 10:35

Familiares e amigos da perita criminal Lorena Baptista, morta em 2010, demonstraram otimismo, neste domingo (9), último dia do julgamento do caso, enquanto aguardavam a entrada no Fórum Ministro Henoch Reis, bairro São Francisco, Zona Sul de Manaus. Os trabalhos estavam previstos para iniciar às 9h no Tribunal do Júri.

A irmã de Lorena destacou que todas as partes foram ouvidas e agora, caberá ao júri, o veredicto final. Em depoimento ao A Crítica, ela demonstrou tranquilidade independente do resultado, mas acrescentou a expectativa de punição ao réu, o dentista Milton César Freire da Silva.



"Eu acho que daqui não tem vitorioso, aconteceu uma tragédia nas duas famílias. O que tínhamos que fazer nós já fizemos, nós mostramos quem é a Lorena, a mulher honrada, a amiga e filha amada que ela era", destacou Larissa.

"Nós queríamos que a voz da Lorena fosse ouvida, e nós fizemos. Queríamos que a voz dos meninos fossem ouvidos e nos conseguimos. Queríamos mostrar o que realmente houve naquele dia, foi uma execução, e nós conseguimos, mas é o júri que vai fazer a sentença. Então, estamos bem tranquilos com o resultado que seja, porém tanto a nossa família, quanto os amigos dela, querem uma punição [para Milton], porque houve um assassinato. Colocamos isso nas mãos de Deus e nossa consciência está tranquila", afirmou ainda.

Para a amiga de infância de Lorena Baptista, a servidora pública federal Márcia Prado, 47, a forma como o crime ocorreu naquela noite não deixa dúvidas de que houve um homicídio.

"O crime em si não deixa dúvida na forma como aconteceu. Ela não tinha como apertar o gatilho daquela arma, e é claro que ele apertou o gatilho intencionalmente, ele poderia ter evitado tudo aqui. Então, o julgamento mostra nesses cinco dias que a defesa está tentando desconstruir a vítima colocando informações, algumas verdadeiras e outras falsas, que já foram retificadas pelos filhos e testemunhas e é o papel que a defesa deve fazer, mas o que Ministério Público tem mostrado que uma pessoa apertou o gatilho em detrimento da outra que faleceu".

Além da irmã e amiga de infância, estavam a mãe de Lorena, filhos do casal, sobrinhos, tios e primos da vítima. Para este domingo, o dia iniciará com os debates entre os advogados de acusação e defesa. O tempo estipulado é de 90 minutos para cada um, em caso de réplica e tréplica, cada parte terá direito a mais uma hora. Em seguida, o anúncio do veredicto é dita pelo Conselho de Sentença.

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Repórter de Cidades
Jornalista formada pela Uninorte. Apaixonada pela linguagem radiofônica, na qual teve suas primeiras experiências, foi no impresso que encarou o desafio da prática jornalística e o amor pela escrita.

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