Terça-feira, 18 de Junho de 2019
ACUSAÇÃO

Familiares denunciam maus-tratos contra presos do Compaj após morte de agente

Parentes levaram relatos à Comissão de Direitos Humanos da OAB, que se comprometeu a encaminhar reclamações aos responsáveis pelo sistema prisional



oab_0F5D0DBD-CD69-47C7-A65D-FD109D2E7411.jpg Foto: Joana Queiroz
04/12/2018 às 12:29

Familiares de presos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) se reuniram com a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas (OAB-AM) para denunciar a situação de detentos depois da morte do agente penitenciário Alexandre Rodrigues Galvão, de 37 anos, ocorrida no último sábado (1) dentro da unidade prisional.

Desde o assassinato do agente, o Governo tem tomado decisões mais rígidas no sistema prisional. Ontem, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) realizou uma inspeção no presídio, a qual encontrou celulares, carregadores e estoques (barras de ferro pontiagudas). O objetivo era evitar motins, rebeliões ou fugas de presos.

A Seap também anunciou ontem que os detentos ficarão trancados nas celas por 30 dias, além de usarem uniformes. Objetos como freezers, ventiladores e fogões foram retirados do presídio. O secretário de Administração Penitenciária, Cleitman Coelho, afirmou que as medidas estão sendo tomadas para “seguir a lei”.

Na reunião com membros da OAB, familiares contaram que os internos estão sem luz, sem roupas e usando apenas roupas íntimas. Eles relataram que muitos deles estão feridos, resultado da revista realizada ontem.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-AM, Epitácio Almeida, disse que vai levar as reclamações aos responsáveis pelo sistema, assim como à Promotoria de Atividade Policial (Proceap). “A lei de execução penal é conto de fadas. Bonitinha, mas não funciona”, declarou.


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