Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
CULTO

Familiares e amigos de PMs mortos fazem homenagem na praia da Ponta Negra

Homenagem póstuma ocorreu na manhã deste domingo (4) organizada pela Associação dos Praças (Apeam). Cruzes pretas simbolizando policiais foram afixadas na areia



sd_portilho.JPG Foto: Winnetou Almeida
04/02/2018 às 12:02

Familiares e amigos de farda de seis policiais militares do Amazonas, que morreram no ano passado, fizeram uma homenagem na Praia da Ponta Negra, na Zona Oeste da cidade, na manhã deste domingo (4). A esposa do PM Sérgio Portilho, morto e enterrado na comunidade do Buritizal Verde, esteve na homenagem e falou da dor e saudade que sente até hoje.

A homenagem póstuma, que foi organizada pela Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam), é uma ação para honrar a memória dos PMs que trabalharam com o objetivo de proteger a sociedade e forma vítimas da violência e da criminalidade na capital amazonense. 

Para o presidente da associação, Gerson Feitosa, é importante não deixar cair no esquecimento e lembrar de policiais que perderam a vida muitas vezes para proteger os cidadãos de bem.

“Esse tipo de ato faz uma chamada para a sociedade amazonense como um todo em relação à condição do policial. Muitas vezes as pessoas não percebem que muitas vezes aquele policial que eles veem nas viaturas tirando serviço  morrem para defender e proteger cada um da sociedade. Nós perdemos no ano passado seis vidas. Esse evento é lembrar a sociedade que pessoas de bem morrem para defender e é a única categoria que morre pelos outros. Nós juramos defender a sociedade nem que para isso precisemos perder a nossa”, disse o presidente da Apeam, Gerson Feitosa.

Os policiais, amigos e familiares se reuniram no calçadão em frente ao anfiteatro da Ponta Negra e caminharam até a praia levando um caixão, que simbolizava os policiais mortos. Na praia, afixaram seis cruzes pretas e participaram de um culto ecumênico. A homenagem, segundo o presidente da associação, já acontece há cinco anos.

A esposa do soldado Paulo Sérgio Portilho, a dona de casa Aleandria da Silva Nascimento, de 33 anos, participou da homenagem acompanhada do filho de 7 anos e de amigas. Ela contou que sofre todos os dias com saudade do marido, mas recebe conforto dos amigos do marido.

“Graças a Deus ele tinha muitos amigos e eles se fazem presentes na nossa vida. Eu sinto saudade, muita saudade. A gente ainda fala como se ele fosse vivo e ainda estivesse com a gente. Ainda é muito difícil viver sem ele, meu luto vai ser eterno”.

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