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Manaus
PROTESTO

Familiares e amigos de PM morto por BMW fazem manifestação pedindo justiça

Frases como “não foi acidente, foi um crime” foram estampadas em cartazes durante o ato deste sábado (17). Familiares questionam o motivo de a BMW usada por Clóvis Maia Filho não estar no pátio da Delegacia Especializada 17/02/2018 às 12:11 - Atualizado em 17/02/2018 às 13:04
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Foto: Gilson Melo
Danilo Alves Manaus (AM)

Familiares e amigos do sargento da Policia Militar (PM) Sérgio Ramos, morto após ser atropelado em um acidente de trânsito na semana passada, realizaram na manhã deste sábado (17) uma carreata até a sede da Delegacia Especializada em Acidentes de Trânsito (Deat), no bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus, pedindo justiça, além de providências no caso.

A esposa de Sérgio Ramos, Leide Tailu Santos dos Santos, 48, se disse abandonada pelas autoridades da Polícia Civil e alta cúpula da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), pois, segundo ela, deveria haver expediente na delegacia todos os dias da semana. Além disso, ela e outros familiares questionaram porque o veículo de luxo, usado pelo motorista Clóvis de Oliveira Maia Filho no momento do acidente, não estava no pátio da delegacia.


A esposa do sargento durante a manifestação. Foto: Gilson Melo

“Estamos sendo vítimas da justiça. Cadê o delegado? Cadê o secretário de segurança? Eu nem cheguei a ver o rosto do assassino do meu marido e agora quero justiça. Por que será que ele não foi apresentado à imprensa? Muitas perguntas e enquanto isso nós estamos aqui, sofrendo a morte injusta de um trabalhador, que estava fardado quando morreu”, explicou.

A manifestação começou às 9h na casa da esposa do sargento, no conjunto Beija-Flor, bairro Cidade Nova, Zona Norte, e percorreu as avenidas Max Teixeira e Camapuã. Os manifestantes chegaram a permanecer 30 minutos na rotatória da avenida Autaz Mirim (Bola do Produtor). Por conta da interdição, o trânsito no local ficou congestionado. 



Policiais militares também participaram do ato. Foto: Gilson Melo

Frases como “não foi acidente, foi um crime” foram estampadas em cartazes durante o ato. Uma comissão de policiais militares também participou da carreata. O presidente da Associação dos Sargentos, Subtenentes e Oficiais de Administração da Polícia e Bombeiros Militar do Amazonas (ASSOAPBMAM), sargento Francisco Pereira, disse que durante a semana o grupo vai voltar a se manifestar.

“Nós vamos montar uma comissão de advogados e outros representantes da Polícia Militar, que realmente estão dispostos e disponíveis para ajudar essa família. Aquele motorista irresponsável feriu a nossa instituição. Não é só porque o sujeito é empresário que não vai pagar pelo que fez”, contou o sargento Francisco Pereira.

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