Quarta-feira, 25 de Novembro de 2020
Manaus

Familiares esperam mais de 19 horas para remoção de corpo de feirante de 230 Kg

Após recusa do IML, os familiares conseguiram retirar o corpo em um caixão e levaram no carro da funerária até o órgão



1.jpg Os vizinhos conseguiram tirar o corpo do feirante em uma rede e o velaram em cima de duas mesas na Igreja Pentecostal Peniel
12/11/2013 às 11:53

O feirante João de Deus dos Santos Fragoso, de 30 anos, que era obeso e pesava cerca de 230 quilos, foi encontrado morto na tarde de segunda-feira (11) pela própria mãe na casa onde morava, localizada na rua 8, bairro Alfredo Nascimento, Zona Norte de Manaus. A vítima morreu enquanto dormia e o corpo não havia sido removido do local até a manhã desta terça-feira (12), porque o Instituto Médico legal (IML) não tinha gaveta disponível para receber o cadáver.

Após dezenove horas de espera, os familiares conseguiram retirar o corpo em um caixão e levaram no carro da funerária até o IML, para que o procedimento de necropsia e liberação para o sepultamento fosse realizado.



Os familiares disseram que não tinham condições de realizar a retirada do corpo e pediram a ajuda do órgão que se negou a realizar a remoção, pois estaria sem vaga no necrotério.

Os vizinhos conseguiram tirar o corpo do feirante em uma rede e o velaram em cima de duas mesas na Igreja Pentecostal Peniel, que fica situada em frente da casa da vítima. Ao perceberem que o corpo não seria retirado, os moradores e parentes se reuniram e conseguiram pagar a funerária para realizar o transporte do corpo dentro de um caixão feito por encomenda.

Nota

A equipe de reportagem do acritica.com entrou em contato com a assessoria de imprensa da Polícia Civil do Amazonas, que é o órgão responsável pelo IML, que informou que o instituto não é obrigado a realizar o transporte de pessoas vítimas de morte natural, entretanto o mesmo faz a remoção quando não há demanda de mortes violentas, que é a prioridade do IML.

Ainda segundo a assessoria, a obrigação de remoção neste caso é esfera municipal, com o apoio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh). A instituição teria sido chamada até o local, porém a locomoção do corpo não foi realizada porque a urna disponível naquele momento não aguentaria o peso do feirante. A assessoria informou ainda que no livro de ocorrência do IML não consta nenhum registro de pedido de remoção como informado pelos familiares.





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