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Manaus
Desfigurada na Venezuela

Familiares passam mal em velório e dizem que corpo de comerciante está irreconhecível

Dioneide Leite, 36, morreu no último dia 12 de setembro após passar por vários procedimentos estéticos cirúrgicos 15/09/2016 às 21:01 - Atualizado em 15/09/2016 às 21:05
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Dioneide Leite morreu na madrugada de terça-feira, depois de ter complicações durante cirurgias plásticas na Venezuela. Foto: Divulgação
Rafael Seixas Manaus (AM)

Muitos familiares da parintinense Dioneide Leite, 36, que morreu no último dia 12 de setembro na cidade de Puerto Ordaz, na Venezuela, depois de passar por vários procedimentos estéticos cirúrgicos, ficaram revoltados ao olhar o corpo da jovem durante o velório, na noite desta quinta-feira (15), no município de Parintins, distante 369 quilômetros de Manaus.

De acordo com um primo, que preferiu não ter seu nome divulgado na reportagem, o corpo está irreconhecível e muitas pessoas passaram mal. “Todos ficamos chocados, pois ela está irreconhecível. Nem acreditam que é ela. Eles [equipe responsável pela cirurgia] acabaram com ela”, declarou.

“Fizeram a lipo nas coxas, costas e nos seios tiveram o problema. Perfuraram o pulmão dela. O corpo está totalmente inchado, você olha e diz que não é ela. Após o enterro, a família vai contratar advogados e contatar a embaixada brasileira para processar o médico”, acrescentou.

Em entrevista ontem ao portal A Crítica, o cirurgião responsável pelo procedimento, Oscar Hurtado, negou ter perfurado o pulmão da comerciante e classificou o ocorrido como uma fatalidade. Ainda segundo ele, todos os exames pré-operatórios feitos com Dioneide apontaram que ela estava apta a passar pelas cirurgias.

O enterro está marcado para acontecer amanhã no Cemitério Municipal São José, no Centro de Parintins.

Revista

O primo da parintinense também contou à reportagem que o corpo passou por uma inspeção de militares brasileiros na cidade roraimense de Pacaraima, que fica na fronteira entre Brasil e Venezuela, para verificar se havia algum entorpecente escondido no caixão. Após o procedimento, o corpo foi liberado para entrar no Brasil.

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