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Famílias afetadas pela cheia somam 7,6 mil no interior do AM

Segundo a Defesa Civil Estadual, esse é o número de atingidos em quatro municípios, Ipixuna, Eirunepé, Itamarati e Carauari, que decretaram situação de emergência 15/03/2013 às 09:35
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Em Benjamin Constant, a prefeitura deve decretar situação de emergência neste fim de semana, por conta da cheia
Florêncio Mesquita ---

Mais de 7,6 mil famílias foram atingidas pela cheia deste ano no Amazonas em quatro municípios que decretaram situação de emergência. Comunidades inteiras estão ilhadas porque a água inundou ruas, casas, plantações, além de encobrir pontes e estradas. Os Municípios de Ipixuna, Eirunepé, Itamarati e Carauari sofrem a situação mais crítica devido à cheia do rio Juruá. Eirunepé foi o primeiro município a superar a cheia histórica de 2012 e, junto com Ipixuna, os que registram os maiores danos.

O Município de Benjamin Constant também está sendo castigado pela subida das águas e deve decretar situação de emergência neste final de semana. “Benjamin Constant está às portas de decretar situação de emergência. Estivemos no final de semana passado no município, mas de lá prá cá o rio aumentou em torno de 8 a 10 centímetros. Eles estão em alerta. A água já invadiu ruas e comunidades rurais, mas a Defesa Civil da prefeitura teve boa antecipação e fez pontes, passarelas, retirou as pessoas das casas”, disse o secretário do Subcomando de Ações de Defesa Civil do Estado (Subcomadec), coronel Roberto Rocha.

O coronel revelou que o volume de chuva registrado na calha do Juruá surpreendeu. Em Apuí, por exemplo, a precipitação intensa fez com que os rios Aripuanã e Roosevelt transbordassem, encobrindo quase todas as pontes, ruas e estradas, além de isolar comunidades. A região Sul, entre os municípios de Apuí, Manicoré e Lábrea, estão recebendo chuvas por influência do extremo Oeste do Mato Grosso.

De acordo com Rocha, os Municípios de Guajará e Envira sofreram picos de subidas das águas, mas ainda não chegaram ao ponto de decretar situação de emergência porque o nível do rio baixou. Segundo Rocha, eles ainda estão em uma área alta quando comparados os quatro municípios em emergência. Nesta quinta-feira (14), por exemplo, Guajará subiu 30 centímetros, mas ainda está 1,80 metros da maior cheia no município. Envira está mais de 2 metros de atingir a maior cheia.

Ambos estão sendo monitorados em estado de atenção, primeira de três etapas para a estado de emergência. Segundo Rocha, primeiro o município fica sob atenção, depois em alerta e por último em emergência. Ele lembrou que o município é responsável pela primeira resposta e depois aciona a Defesa Civil do Estado.

Há duas semanas, A CRÍTICA mostrou que comunidades em Apuí, a 220 quilômetros de Manaus, a partir da rodovia Transamazônica (BR-230), estavam isolados por conta da subida da água. A situação do rio Roosevelt, que corta o município, piorou. A trecho atingiu a Transamazônica também e carros, ônibus e caminhões estão impossibilitados de seguir viagem.

Rio Negro pode igualar cota de 2012

O nível do rio Negro, em Manaus, registrado nesta quinta-feira, de 26,01 metros, está apenas 94 centímetros abaixo da mesma data no ano passado. Para o coronel Roberto Rocha, a diferença em relação à maior cheia está diminuindo e provavelmente deve se igualar, uma vez que, o rio Negro na capital só para de encher no começo de julho. “Temos muito chão ainda pela frente. O rio Negro enche com toda força até o final de maio e a partir dai perde força, mas até maio tem muita água para descer aqui para Manaus”, disse.

Ele explicou que o nível do rio Amazonas, em Parintins, está começando a baixar. O nível registrado ontem, na comparação com a mesma data do ano passado, revela que o Amazonas está 84 centímetros abaixo da cheia histórica. Segundo o coronel, a tendência é o nível diminuir na região.

“O outro ponto é o Madeira, que há muito tempo não registra um volume tão grande de água. Hoje a situação do Madeira pede atenção porque ele está a 2,20 metros do recorde histórico  e termina de encher só no final de abril”.

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