Quarta-feira, 13 de Novembro de 2019
Manaus

Famílias cobram respostas para homicídios não esclarecidos

Famílias continuam em busca de solução para mortes de seus entes. Um dos casos é do comerciante José Magno, morto a tiros



1.jpg Família do adolescente morto acusa quatro PMs da Rocam de cometerem o crime
10/02/2015 às 11:36

Após três meses do assassinato do comerciante Joel Mendes Magno, 43, morto a tiros em seu comércio, localizado na rua Santa Luzia, comunidade Campo Dourado, Cidade Nova, Zona Norte, a família ainda cobra a resolução do crime ocorrido no dia 28 de outubro de 2014.

Segundo a irmã da vítima, a técnica em nutrição Delmarina Mendes Magno, 48, até hoje a Polícia Civil ainda não conseguiu descobrir quem são os responsáveis pelo assassinato. Durante os dias seguintes ao homicídio, ela conta que a polícia chegou a criar uma força-tarefa com investigadores, mas o esforço não trouxe resultados.



Delmarina informou que há até imagens do circuito integrado de câmeras disponibilizadas por um estabelecimento comercial, localizado próximo de onde ocorreu o crime. Além dos relatos de testemunhas, no vídeo aparecem os dois supostos autores do crime, entretanto, não houve andamento no caso.

 “Meu sobrinho, uma das testemunhas, foi chamado para ver o vídeo, assim como parte da família, mas não houve êxito na elucidação. Eles (investigadores) tem boa vontade, até foi feito o retrato falado dos autores do crime, porém o curso da investigação é demorado, até agora não temos uma resposta”, lamentou. 

Espancado e morto

A família do estudante Patrick dos Santos Souza, 16, morto por espancamento supostamente praticado por quatro policiais militares, também continuam sem conclusão. O crime ocorreu na noite do dia 22 do último mês, no bairro Gilberto Mestrinho, Zona Leste.

O titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), delegado Ivo Martins, chegou a adiantar ao A CRÍTICA que esteve pessoalmente no dia do crime, no hospital João Lúcio, onde conversou com a equipe médica que afirmou que não houve agressão. Entretanto, os amigos da vítima que presenciaram a cena relataram em detalhes os últimos momentos do amigo. “Primeiro colocaram ele em cima da calçada e deram chutes dele. Depois levaram ele para trás (casa abandonada) e deram “tijoladas” e “pedradas” no peito dele”, explicou um dos adolescentes.

Execução de advogado

Outro caso sem esclarecimentos é o do advogado paraense Jakson Souza e Silva, morto com um tiro, no dia 24 do último mês, na rua 15 de Outubro, Redenção, Zona Oeste de Manaus. Ele era presidente da subseção da OAB de Parauapebas, no Pará. O advogado foi atingido por um tiro de escopeta no abdômen e a dupla fugiu do local sem levar dinheiro, celular ou a pasta que ele carregava.

A vítima foi socorrida e levada a um hospital, mas não resistiu ao ferimento. Segundo o delegado Ivo Martins, a Polícia de Manaus trabalha com duas hipóteses para o crime. “Uma que nos remete a uma execução e outra de um homicídio ocasional”, disse o delegado da DEHS, Ivo Martins.

Comerciante foi morto após assalto

A irmã de Joel, Delmarina Mendes, lembra dos momentos que ficarão marcados para sempre em sua vida. Ela conta que os assassinos chegaram ao local passando-se por clientes.

No momento do assalto, o comerciante estava acompanhado pelo seu sobrinho, um adolescente de 16 anos, que tentou defender o tio empurrando um dos assaltantes.

Conforme informações da irmã da vítima e populares da rua onde funcionava o comércio, participaram do assalto dois homens que, após praticarem o latrocínio, fugiram a pé. O comerciante foi atingido por três tiros, sendo um na cabeça, um nas costas e outro no abdômen.

À época, a ocorrência foi atendida por policiais militares da 6ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom). Atualmente, o caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd) por se tratar de latrocínio.

Homicídios

A estatística da violência em Manaus, segundo estudo do Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp), contabilizou 722 homicídios em 2013, sendo 500 deles sem solução. Já em 2014, foram registrados 749 assassinatos.

Casos

De janeiro até o último dia 4 de fevereiro, a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) registrou pouco mais de 100 assassinatos (102) em Manaus, dos quais apenas dois crimes foram solucionados pelas polícias Civil e PM.


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