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Manaus
Zona Sul

Famílias do Petrópolis contabilizam perdas após incêndio de grandes proporções

Sete casas de madeira foram destruídas pelas chamas, ontem, no Beco do Dilúvio. Órgãos municipais já fizeram os cadastros para o pagamento dos benefícios eventuais 04/10/2016 às 12:14 - Atualizado em 04/10/2016 às 15:48
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Moradores disseram que o fogo teria iniciado em uma fábrica de estofados. Foto: Evandro Seixas
Rafael Seixas Manaus (AM)

Ferros retorcidos, roupas queimadas, brinquedos derretidos, cinzas e tristeza. Este é o cenário que a reportagem do portal A Crítica encontrou nesta terça-feira (4) no Beco do Dilúvio, um dia após o local ser devastado por um incêndio de grandes proporções que destruiu sete casas no bairro Petrópolis, à beira de um igarapé na rua Paulo VI, na Zona Sul de Manaus.

De acordo com dados divulgados pela Defesa Civil do Município, não se sabe onde surgiu a informação de que seriam 15 casas devastadas no sinistro, conforme foi divulgado em muitos veículos de comunicação da cidade. Ao todo, sete residências de madeira foram destruídas no sinistro, sendo seis com perda total e uma parcial.

Ainda segundo a assessoria de imprensa do órgão, das dez famílias que moravam no local, nove foram cadastradas, pois há uma moradora que está no hospital e por isso ainda não teve o seu cadastro realizado, mas será atendida posteriormente.

Moradores relataram que o incêndio iniciou após um curto-circuito em um poste e que as faíscas atingiram as espumas de estofados de uma loja de concerto de sofás. O proprietário, Eduardo Fernando Viana da Silva, 54, contou que conseguiu salvar poucas coisas na hora do incêndio.

“Salvei umas ferramentas, a poltrona de uma cliente, uma máquina de costura e o principal que é a minha moto, meu meio de transporte. Não deu para salvar mais coisas porque o fogo estava muito forte e as telhas estavam ressecadas, então começou a respingar o fogo e a queimar o meu corpo”, declarou o tapeceiro, que teve queimaduras nos dois braços e nas duas pernas.

O taxista Ângelo Maciel de Oliveira, 36, ficou sabendo do incêndio pela rádio e foi direto para a sua residência. Já no local, só conseguiu salvar os documentos do imóvel e poucos pertences. “Na casa tava a minha mãe e meus filhos. A minha mãe, Gracinda Palheta Maciel, de 67 anos, foi levada para o Hospital 28 de Agosto com queimaduras nos braços”, relatou.

A diretora do Departamento de Proteção Social Especial da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), Mirella Lauschner, informou que estão sendo fechados os dados do cadastro socioeconômico das famílias.

“Estamos verificando o que tiveram de perdas, se eram inquilinos ou proprietários, para fazermos os encaminhamentos dos benefícios eventuais. Alguns já foram entregues ontem, como colchões e cestas básicas. O Aluguel Social é temporário e eventual para situações de calamidade pública, sendo no valor de R$ 300 por família”, disse.

Foram entregues 21 colchões, 20 lençóis e 13 cestas básicas. As famílias serão incluídas no Aluguel Social. A assistência social da prefeitura também está auxiliando as famílias que perderam seus documentos sobre os procedimentos necessários.

Agentes da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) também estiveram na área para começar a recolher os materiais queimados.

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