Quinta-feira, 21 de Novembro de 2019
Manaus

Famílias invadem rotatória do AM após reintegração de posse

Aproximadamente 100 famílias retiradas pela PM de um terreno invadido na Zona Norte acamparam em área pública e se recusam a sair



1.jpg Enquanto alguns acamparam em uma área verde, cerca de 100 famílias improvisaram barracos na rotatória, que fica em frente ao terreno de onde elas foram retiradas, na segunda
27/02/2013 às 09:03

Cem famílias que foram retiradas da invasão “28 de Outubro”, no bairro Santa Etelvina, próximo ao residencial Viver Melhor, na Zona Norte, na segunda-feira, ocuparam uma rotatória localizada na frente do terreno reintegrado. As famílias construíram barracos improvisados com lona, madeira e papelão e prometem resistir ao pedido para polícia de desocupação da área.

A polícia permitiu que os invasores ficassem na área apenas para passar a noite de segunda-feira (25), para retirar os pertences na manhã seguinte. No entanto, nesta terça-feira (26), eles decidiram ficar permanentemente na área.



Os invasores alegam que o mandado de reintegração de posse é válido apenas para o terreno que pertence a Antônio Aluízio, ocupado desde o dia 28 de outubro. “A polícia não tem nenhum documento para nos tirar daqui. Vamos ficar até resolverem nosso problema”, disse uma invasora, identificada como Daniele.

A nova ocupação também é precária porque não há nenhuma condição para habitar a rotatória. Barracos também foram construídos em uma área verde, do outro lado da rotatória.

A nova ocupação estava prejudicando a passagem de veículos, principalmente ônibus. A polícia pediu que eles desocupassem a área, o que provocou uma revolta coletiva entre ao que resistiam. Os invasores se reuniram em um único grupo, desacataram e chegaram a xingar os policiais, que ficaram imóveis e não esboçaram nenhuma reação. As provocações se intensificaram entre 12h e 13h, quando houve o momento de maior tensão, mas não houve reação policial nem confronto.

Segundo o tenente-coronel do Comando de Policiamento Especializado (CPE), Aroldo Ribeiro, que coordena a operação, a recomendação é para evitar o conflito e manter o diálogo. “Eles ficaram nesse local porque não tinham como levar os pertences. No dia seguinte iriam encontrar um lugar para ficar e levariam o material”, explicou.

Mudança

Enquanto os que insistiam em resistir provocam a polícia, dezenas de outras famílias deixaram a área em carros particulares ou usando cinco caçambas disponibilizadas pelo proprietário do terreno. Vários policiais ajudaram a carregar móveis, geladeiras, entre outros pertences das famílias para os caminhões.

A ocupação surge como mais um problema para a polícia, uma vez que a reintegração na área de 118 mil metros quadrados de onde os invasores foram retirados ainda não terminou. Conforme o comandante do CPE, devido o grande número de famílias que ocupavam a área, a reintegração precisou ser estendida para três dias. “Estamos com um número pequeno de famílias no terreno e, nesta quarta-feira, esperamos encerrar a retirada de 100%”.


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