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Famílias que invadiram Prosamim do Cajual retornam a ALE-AM para cobrar respostas

Cerca de 67 famílias que ocupam os apartamentos receberam intimação judicial que as obriga a deixarem o local. Após uma manifestação que fechou uma das principais vias do Centro, e sob a ameaça de novos protestos, parlamentares ouvem reclamações dos líderes comunitários, mas dizem que nada podem fazer 16/12/2014 às 11:52
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Moradores do Prosamim invadido cobram resposta do Poder Público
JANAÍNA ANDRADE Manaus (AM)

Representantes das famílias que invadiram o Prosamim do Cajual, localizado no bairro Morro da Liberdade, Zona Sul de Manaus, há mais de um ano, voltaram à galeria da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) na manhã desta terça-feira (16) para cobrar mais agilidade nas providências por parte do Poder Público. No dia 26 de novembro, 67 famílias foram até o local pela primeira vez, querendo um posicionamento da Superintendência Estadual de Habitação (Suhab) e reunião com o Governo do Estado.

O principal motivo do retorno à Casa foi que os invasores receberam uma intimação, nesta segunda-feira (15), que os ordena a deixarem os apartamentos ocupados dentro de 48 horas. A decisão da Justiça já tinha feito com que as famílias fechassem a centenária ponte Benjamin Constant, na avenida 7 de Setembro, no Centro da cidade, durante manifestação contra a ordem na segunda. Para esta terça, eles prometem um novo protesto pela parte da tarde, por volta das 14h, marcado para o mesmo local.

O líder das famílias do Prosamim do Cajual, Severino Tavares, de 32 anos, reclamou das promessas não cumpridas do vice-líder do governador na Casa, deputado David Almeida (PSD). "Na última vez que estivemos aqui, eles nos prometeu uma intermediação junto ao Governo e nos disse que no mesmo dia iria lá com a gente dar um retorno, e até hoje não foi. Hoje voltamos por que amanhã a Justiça estará nas nossas portas para nos retirar", reclamou.

Josieli Figueira, de 35, frisou que o protesto será novamente pacífico, mas reforça que foram enganados pelo parlamentar. "Estamos cobrando o que nos foi prometido. Da última vez qué estivemos aqui, o deputado David disse da tribuna da Casa que iria conversar com o Governador e não nos deu nenhum retorno", lamentou. O deputado estadual Chico Preto cedeu 5 minutos do seu tempo para que Josieli se pronunciasse na tribuna da ALE-AM.

Procurado pela reportagem, David Almeida foi enfático: "A resposa que eles querem ouvir eu não posso dar. A Justiça expediu a reintegração e decisão judicial não se discute, se cumpre. Vários deles tem casa, inclusive. O que ficou de ser feito é que (eles) serão inseridos no cadastro da Auhab e nos critérios do (programa federal) 'Minha casa, minha vida'".

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