Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019
DESTRUIÇÃO

Famílias que perderam tudo em incêndio na Compensa não sabem onde vão morar

Parte das 12 famílias continua abrigada na paróquia São Pedro Apóstolo ou em casa de vizinhos



fogo.JPG Foto: Márcio Silva
14/07/2017 às 18:26

As doze famílias atingidas pelo incêndio de grandes proporções na comunidade “Meu Bem, Meu Mal”, na Compensa, na Zona Oeste, na última quinta-feira (13), ainda não sabem onde vão morar.  Parte das vítimas continua abrigada na paróquia São Pedro Apóstolo ou em casa de vizinhos. Eles foram cadastrados pela Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh) e vão receber um auxílio-aluguel de R$ 300.

Nesta sexta-feira (14), muitos moradores ainda contabilizavam as perdas. Os irmãos José de Assis Lima, 40, o Amaury de Assis Lima, 32, tiveram as suas casas parcialmente destruídas pelas chamas e ainda não sabem o que fazer nos próximos dias. Apesar da casa deles ser de alvenaria, a estrutura ficou bastante comprometida e pode ceder. “Não sobrou nada. Tudo foi perdido. Mas na terça-feira teremos que ir  na Defesa Civil para saber o que eles vão poder fazer. A nossa esperança é que eles nos ajudem para que possamos retornar para casa”, disse José Assis.



Já o irmão dele, Amaury, demonstrou preocupação com o valor do auxílio-aluguel. “Não dá para alugar casas com esse valor. Por aqui as casas custam R$ 500 e ainda são pequenas e o ideal é ficarmos aqui por perto”, falou ele.

Segundo o secretário da Semmasdh, Elias Emanuel, o auxílio-aluguel é uma forma de ajudar as famílias. O recurso terá validade por seis meses, podendo ser prorrogado por mais seis.  Além do auxílio, todas vítimas também receberam cestas básicas e estão sendo acompanhadas por equipes da Semmasdh e Defesa Civil Municipal. “Vamos fazer um esforço conjunto para atender todas essas pessoas durante o trâmite de liberação do benefício, assim como ajudar na emissão de novos documentos de RG e Certidões de Nascimento para aqueles que perderam essas documentações”, explicou.

Segundo a Defesa Civil, a área é considerada de alto risco. Ao todo, 10 casas foram consumidas pelo fogo, das quais oito tiveram perdas totais. A maioria delas eram de madeira. A principal suspeita é que tenha ocorrido um superaquecimento em um o ar-condicionado de umas casas, que entrou em curto-circuito e as chamas se alastraram para as outras casas.

Ajuda humanitária

A dona de casa Iziane Pedrosa dos Anjos, 25, o marido e os três filhos do casal, entre eles um bebê de apenas quatro meses, moravam alugado em uma das casas atingidas. Como eles também perderam todos os moveis, tiveram que se abrigar na igreja. “Ainda não deu para esquecer o trauma. Acredito que sobrevivemos por um milagre de divino”, disse ela que desde a primeiras horas ganhou colchão, roupas e alimentação.

De acordo com a coordenadora da comunidade São Vicente de Paulo, Jorgina Alves, as doações têm chegado a todo instante. “Desde o primeiro momento vivemos a solidariedade das pessoas. Esse é o nosso papel: só queremos ajudar”, disse ela.

Quem puder ajudar com alimentação e material de higiene, pode entrar em contato pelo telefone 99177-9879 ou deixar as doações na igreja São Pedro Apóstolo, na rua João Walter, Compensa 2.

Os 20 Centros de Referência em Assistência Social (Cras) da Semmasdh espelhados por todas as zonas da cidade também estão recebendo doações. O telefone para contato é 3215-3840 ou 99454-5040.


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