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Famílias são retiradas de terreno no conjunto Águas Claras I

O motivo da retirada das famílas é uma ordem de reintegração de posse expedida pela 8ª Vara Cível de Manaus, no último dia 20 26/10/2015 às 15:21
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A ação ocorreu na manhã desta segunda-feira (26)
silane souza ---

Sete famílias que viviam em um terreno situado no lote 15, do conjunto Águas Claras I, na Zona Norte, desde 2010, tiveram que abandonar as casas na manhã desta segunda-feira (26). O motivo, uma ordem de reintegração de posse expedida pela 8ª Vara Cível de Manaus, no último dia 20.

De acordo com o operador de empilhadeira, Raimundo Jorge Cardoso da Silva, 32, o terreno, que fica localizado entre as ruas D-14 e Jacutinga, é alvo de diversas disputas na justiça. “Tem um defensor público atuando a nosso favor, mas ele disse que nem o desembargador aceitou o pedido de anulação da reintegração”, afirmou.

 A manutenção de posse foi feita pela Polícia Militar. Segundo a técnica de enfermagem, Andreza Rodrigues dos Santos, 33, os policiais agiram com truculência. “Eles tentaram me agredir porque eu estava fazendo foto. Agrediram meu filho de 12 anos, ele está traumatizado”, contou ela, que morava há três anos no local.

Os policiais estavam com um mandado de reintegração de posse no nome de “Francisca Araújo”, que não foi locada pela reportagem. A assistente social, Joice Silva, 38, relatou que o documento era o mesmo que foi apresentado em outra reintegração no mês passado num lote anterior. “É o mesmo documento e a mesma juíza que assinou todas as reintegrações ocorrida nesse conjunto”, afirmou.

O aposentado, José Amazonas Ramos de Lima, 74, disse que o terreno tem diversos “donos”, e que vez ou outra a polícia aparece para fazer reintegração de posse no conjunto Águas Claras I. “Cada dia aparece um dono, é sempre assim, todo mundo quer ser dono dessas terras”, apontou.

O oficial de justiça, Maurício Gouvêa, relatou que a ação de reintegração de posse foi expedida no último dia 20 pela juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, e que na quinta-feira, 22, integraram o documento as famílias. “Na quinta viemos e avisamos sobre a reintegração e hoje viemos cumprir a liminar”, destacou.


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