Quarta-feira, 03 de Junho de 2020
ZFM

Faturamento do Polo Industrial de Manaus chega a R$ 104 bilhões em 2019

Superintendente da Suframa divulgou, em evento na Câmara, que as 440 indústrias da ZFM geraram 92 mil empregos ano passado



homenagem_xxxxxxxx_62A85E4A-4EF1-4D98-AE47-4E605CC33BDE.JPG Deputado federal Alberto Neto, ao centro, e o superintendente da Suframa Alfredo Menezes (lado direito) durante a sessão solene pelos 53 anos Zona Franca de Manaus
12/03/2020 às 07:12

O faturamento das mais de 140 indústrias do Polo Industrial de Manaus (PIM), em 2019, foi de R$ 104 bilhões, o maior dos últimos 32 anos. O anúncio antecipado foi feito pelo superintendente da Suframa, coronel Alfredo Menezes na sessão solene de comemoração dos 53 anos da Zona Franca de Manaus (ZFM), solicitada pelo deputado Capitão Alberto Neto (Republicanos-AM). Aliado ao recorde no faturamento, Menezes também lembrou do crescimento da economia amazonense de 7,9%, quase cinco vezes a média nacional, e a geração de mais de 92 mil postos de trabalho.

Relegada a uma pequena sala no subsolo do anexo IV, da Câmara dos Deputados, a sessão solene passou ao largo das críticas ao modelo e aos ataques que vem sofrendo por parte do governo federal. Somente o deputado federal José Ricardo (PT-AM) tocou na ferida aberta e lembrou das “maldades” por que a ZFM vem passando nos últimos anos e da prorrogação por 60 anos do modelo nos governos Lula e Dilma Rousseff.



Quase a totalidade das manifestações só foi elogios às ações do governo. O presidente da Câmara Dirigente dos Lojistas (CDL—AM), Ralph Assayag, comemorou os 375 mil empregos criados pelo setor de comércio e serviços, em 2019, e a inclusão do setor nas ações da Suframa. “O comércio e serviços, que representam 65% do ICMS do estado do Amazonas, estavam esquecidos e agora, na gestão do coronel Menezes, voltamos a ter a atenção devida”, disse Assayag.

O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado estadual Josué Neto destacou a preservação da floresta em 97%, mas criticou a concentração de riqueza da indústria quase exclusivamente na capital Manaus (92%) e os demais 61 municípios amazonenses ficam com apenas 8%. Citou a exploração de petróleo, gás e etanol.

Nada de ataques à ZFM

Como se nada estivesse acontecendo com a Zona Franca de Manaus, o secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec), do Ministério da Economia, Carlos da Costa, destacou os números positivos, a geração de emprego e a importância do modelo. “A Zona Franca é importante não somente para o Amazonas e para o Brasil, mas para a comunidade internacional. Cada celular vendido lá, dezenas de árvores deixam de ser derrubadas. Produzir na Zona Fraca é preservar o meio ambiente. Atacar a Zona Franca é atacar o Brasil”, disse Costa.

Autor da sessão solene, o deputado Alberto Neto disse que participou de reunião na OMC na Suíça onde a preservação do meio ambiente foi destaque, mas estranhamente a Zona Franca não foi lembrada. “Precisamos inserir a nossa marca e a importância dela no mundo, assim como alavancar as exportações principalmente para o mercado latino-americano”, disse o parlamentar.

Boicote e ausências

A bancada parlamentar do Amazonas boicotou o evento. Dos 11 membros, somente três deputados federais – capitão Alberto Neto (Republicanos-AM), Átila Lins (PP-AM) e José Ricardo (PT-AM) estiveram presentes. Nenhum senador da República compareceu. Na mesa de composição da solenidade, também foi sentida a ausência de representantes da Federação e do Centro das Indústrias do estado do Amazonas (Fieam/Cieam) que ficaram como expectadores de plateia. O pequeno auditório esteve repleto de técnicos da Suframa e da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec), do Ministério da Economia.

Impactos do coronavírus na ZFM são demonstrados na Câmara

 

Representantes da Suframa e das indústrias do Polo Industrial de Manaus participaram ontem à tarde da Comissão Geral, na Câmara dos Deputados, que discutiu com o Ministério da Saúde e especialistas sobre as ações preventivas de vigilância sanitária e possíveis consequências para o Brasil quanto ao enfrentamento da pandemia causada pelo coronavírus. Falando em nome da Suframa, Ana Maria Oliveira, disse que 60% dos insumos que entram na Zona Franca de Manaus vêm do mercado chinês, Coreia do Sul e Estados Unidos, mas até agora não tem nenhum foco de que algum navio chinês tenha sido objeto de transmissão.

“A preocupação reside no estado de Roraima porque tem vários navios chineses chegando pelo porto de Lethem, na Guiana Inglesa, que tem acesso ao município de Boa Vista, mas não há incidência na chegada desses navios no Amazonas”. Os navios chineses que transportam soja para exportação também não causam intranquilidade. Por outro lado, o representante da Fieam/Cieam, Saleh Hamdeh, diz que a indústria da ZFM teme um desabastecimento de insumos vindos da China, pela paralisação dos fabricantes naquele país; e também por parte da mão de obra já que o modelo Zona Franca é intensivo/em séria e concentrado, como o sistema chinês. “Se as fábricas pararem de funcionar o impacto vai ser enorme já que 80% da arrecadação do estado vem da atividade industrial do PIM”, alertou Saleh.

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Repórter de A Crítica - Correspondente em Brasília

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