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Manaus
SAÚDE

FCecon completa mil videohisteroscopias para a detecção do câncer do endométrio

O procedimento, implantado em 2013, visa analisar a camada interna do útero, desde o corpo até o colo, para detectar, entre outras anormalidades, as lesões precursoras do câncer do endométrio ou a doença na fase inicial 08/08/2017 às 16:13
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(Foto: Divulgação/Assessoria)
acritica.com

A Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), unidade de referência em cancerologia na Amazônia Ocidental, completou, nesta semana, mil videohisteroscopias ambulatoriais realizadas no Serviço de Endoscopia da instituição. O procedimento, implantado em 2013, visa analisar a camada interna do útero, desde o corpo até o colo, para detectar, entre outras anormalidades, as lesões precursoras do câncer do endométrio ou a doença na fase inicial.

A intensificação deste tipo de procedimento ambulatorial ocorreu em 2016 e veio acompanhada da humanização do setor, conforme preconiza o Ministério da Saúde (MS), explicou o diretor-presidente da unidade hospitalar, cirurgião oncológico Marco Antônio Ricci.

“Em 2016, concorremos ao prêmio ‘Humaniza’, durante o 1o Congresso de Humanização, Acolhimento e Arte na Saúde, ocorrido em Salvador, Bahia. Entre 28 inscritos de todo o Brasil, ficamos em 2o lugar, com o título ’Videohisteroscopia Ambulatorial no Serviço Público de Manaus, Amazonas’. Estamos todos muito felizes com o resultado desse trabalho”, explicou a ginecologista Mônica Bandeira de Melo, responsável pela implantação do projeto.

Ela explica que o exame pode detectar a presença de miomas, lesões precursoras do câncer do endométrio (membrana mucosa que reveste a cavidade uterina), lesões no corpo uterino, pólipos (alterações que levam ao sangramento uterino), espessamento do endométrio, além de malformações no órgão.

O procedimento é realizado com o auxílio de um histeroscópio, aparelho com uma microcâmera na extremidade, que é introduzido no útero pelo canal vaginal e, a partir do qual, pode-se observar a situação interna do órgão. Em alguns casos, é feita a coleta de material suspeito a análise patológica, que determina se há ou não a presença de células malignas.

O procedimento é considerado simples e rápido e é realizado sem a utilização de anestesia, tendo como diferencial, os métodos informativos implantados no Serviço. “Antes de realizar o exame, reúno as pacientes em uma sala e exibo um vídeo de alguns minutos, mostrando como a videohisteroscopia é realizada e quais são seus benefícios. É uma forma de elas conhecerem melhor o seu corpo. Também inserimos música ambiente no local, para torná-lo mais acolhedor e acalmá-las. Isso ajuda a relaxar e a afastar o estigma de hospital do câncer, que causa certo incômodo às pessoas”, destacou.

Mônica Bandeira explicou que o processo de humanização foi gradativo. “Como somos o único hospital público a ofertar esse tipo de procedimento, decidi investir no fortalecimento do vínculo com as pacientes. Assim, elas se sentem mais seguras e confiantes”, destacou.

De acordo com ela, o exame dura, em média, dez minutos, é feito sem anestesia e sem a necessidade de internação. Ele é indicado, geralmente, às mulheres nas fases de pré e pós-menopausa, com idade entre 40 e 80 anos, havendo algumas exceções.

A indicação é feita por um ginecologista, após a realização de exame clínico e análise do histórico da paciente. “Na rede pública, o médico pode solicitar no posto de saúde este exame. Vale ressaltar que ele contribui para a detecção do câncer do endométrio ainda na fase precoce, aumentando, assim, a possibilidade de cura”, destacou. Os casos suspeitos de câncer são encaminhados ao Serviço de Cirurgia Oncológica.

Também são indicadas a passar por este tipo de exame mulheres com sangramento uterino anormal, dificuldade em engravidar, que sofreram abortos repentinos e as que pretendem passar por uma inseminação artificial.

*Com informações da assessoria de comunicação.

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