Quinta-feira, 18 de Julho de 2019
SEM PRAZO

Fechada desde 2017, reforma de biblioteca da UEA segue sem prazo para conclusão

Alunos reclamam que estão sem locais para estudar na Escola Superior de Tecnologia (EST). Por meio de nota, a UEA informa que disponibilizou três ambientes de estudo



uea_agora.JPG A reportagem comprovou que as obras estão paradas (Fotos: Amanda Guimarães)
08/08/2018 às 16:27

Alunos da Escola Superior de Tecnologia (EST) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), estão reclamando da paralisação das obras da biblioteca da instituição. Segundo os universitários, as atividades no local estão suspensas desde o ano passado. Enquanto isso, eles relatam que precisam encontrar um lugar para estudar, seja em corredores ou até em salas vazias da universidade. A instituição afirmou que, durante a reforma, disponibilizou outros três ambientes para estudo.

Na manhã desta quarta-feira (8), a reportagem do Portal A Crítica esteve no local e comprovou que as obras estão paralisadas. O prédio utilizado para criação da biblioteca está abandonado. Na área, é possível encontrar vários objetos, como tijolos, pedaços de madeira, cabos jogados no chão e cimento. Trabalhadores não foram vistos.

A acadêmica da universidade Maria Eduarda da Silva, há quase dois anos no curso de Engenharia Química, comentou que desde quando entrou na UEA ainda não conseguiu ver trabalhadores atuando no prédio. Ela afirma que a direção da universidade até disponibilizou uma sala para a locação de uma biblioteca provisória, mas o local não comporta a quantidade de alunos.

"Eu não vi ninguém fazendo nada. Nunca vi gente trabalhando. Os responsáveis dizem que a obra está em processo de licitação, porque aconteceu um problema com outra empresa, mas nunca vemos progresso. Isso prejudica os alunos, porque basicamente a gente não tem onde estudar. Eles disponibilizaram uma sala, mas aqui tem muitos alunos e não cabe todo mundo", reclamou a universitária.

Ainda Maria conta que muitos alunos estudam o dia inteiro na universidade e só conseguem estudar as matérias aprendidas em sala de aula na própria EST. "Às vezes estamos estudando em uma sala vazia e os professores quando chegam nos colocam para fora. Realmente não temos para onde correr. A sala que a biblioteca provisória está funcionando não tem nem computadores. Ele (reitor) prometeu que ia arrumar essa situação, mas não cumpriu. Eu tento me adaptar, porque a gente passa o dia todo aqui. Não temos tempo para estudar em casa e estudamos aqui", disse a aula.

'Passou do prazo', diz aluno

Outro que mostra total insatisfação com a paralisação das obras, é o universitário Eures José, ingresso desde 2017 no curso de Engenharia Naval da UEA. O jovem conta que a nova biblioteca era para ser entregue aos alunos no primeiro semestre deste ano, mas isso acabou não acontecendo.

"Antes das aulas começarem este ano, a gente sabia que as obras da Biblioteca não iriam ser finalizadas, porque as construções estavam paralisadas desde 2017. Já reclamamos para o reitor essa situação muitas vezes e ele sempre fala que aconteceu um problema na licitação. Eles forneceram uma biblioteca temporária, mas no local não cabe nem trinta pessoas direito", destacou o estudante.

Eures comenta que fica chateado pela falta de prazo para conclusão das obras na universidade. Ele conta que a universidade disponibilizou três locais para estudos, mas não comportam todos os alunos e um delas, ficam longe das salas de aula. 

"Eu não fico revoltado, porque a gente sabe que no Brasil sempre funciona desse jeito, mas fico chateado, porque a gente tem que estudar pelos corredores ou então ficar procurando salas abertas no prédio. Já tivemos reclamações com o diretor, mas até agora não conseguimos nada", afirmou o universitário.

Aluno desde 2013 do curso de engenharia naval, Adson Farias, também fala do mesmo problema dos outros alunos: falta de local para estudar. "As obras estão paradas desde 2017. Normalmente a gente só tinha a biblioteca para estudar, porque as salas eram fechadas por conta dos roubos. Quando fecharam a biblioteca, os alunos ficaram sem local para estudar. De vez em quanto abrem uma sala, mas acabam fechando novamente pelos furtos. É um descaso grande com os alunos do EST", completou.

Depende de licitação

Por meio de nota, a assessoria de imprensa da UEA informou que dispõe de três ambientes de estudos comportando no total mais de 200 lugares para a comunidade acadêmica da Escola Superior de Tecnologia (EST).

Segundo a UEA, esses ambientes foram preparados para substituírem temporariamente as instalações da biblioteca dessa unidade, que está em processo de reforma. A universidade ainda completou que o avanço das obras depende de processo licitatório em andamento.

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