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Manaus
CESTA BÁSICA

Feijão quase dobra de preço em Manaus nos primeiros meses de 2016, diz Dieese

De acordo com dados divulgados ontem pelo órgão, o popular produto, que compõe a cesta básica e marca presença na mesa do brasileiro, percebeu um aumento de preço de 96,6% 04/08/2016 às 13:50 - Atualizado em 04/08/2016 às 14:22
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Feijão foi um dos vilões da cesta básica da cidade, que custou R$ 404,22 no mês de julho (Foto: Reprodução)
Lucas Jardim Manaus (AM)

Em 2016, o feijão não está “maravilha” em Manaus. De acordo com dados divulgados ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o popular produto, que compõe a cesta básica e marca presença na mesa do brasileiro, quase dobrou de preço no primeiros sete meses do ano, percebendo um aumento de preço de 96,6%.

Ele foi um dos vilões da cesta básica da cidade, que, depois de quatro meses estabilizada na faixa entre R$ 381 e R$ 386, a cesta básica manauara voltou a apresentar um aumento drástico de preço (5,27%), custando R$ 404,22 no mês de julho.

Além do feijão, o tomate e a manteiga foram os maiores responsáveis pelo acréscimo de R$ 20,22 na cesta, comparado ao preço medido no mês anterior. Os três produtos tiveram aumento maior que 10% em comparação a junho: o tomate subiu 15,83% (o maior aumento do mês), o feijão subiu 13,68% e a manteiga, 12,2%.

Apesar do seu encarecimento em julho, o tomate foi o produto da cesta que apresentou queda de preço no acumulado anual (-23,94%). Já o feijão e a manteiga, seguidos de perto pela banana. A fruta, apesar de ter tido uma queda de 10,81% em junho, voltou a subir em julho (6,71%) e foi a grande vilã da cesta em vários meses do primeiro semestre.

Além deles, o arroz, o leite, o pão francês e o café em pó também apresentaram aumento de preço. Isto significa que um em cada três produtos da cesta básica subiu de preço em Manaus no mês de julho.

Dentre as reduções, a mais expressiva foi a da carne bovina, que caiu 2,36%. Todos os outros produtos que diminuíram de preço (óleo de soja, farinha de mandioca e açúcar) tiveram baixa menor que 1%.

Para a dona de casa Amanda Costa, os aumentos mudaram  seus hábitos na hora das compras. “Por exemplo, na minha casa, não teve feijão na mesa em junho. Parei totalmente de comprar porque achei o preço absurdo! Pra quem tem uma família que não é grande, mas que come muito, o impacto é grande. Um quilo de arroz tipo 1, que eu comprava a R$ 2,29, hoje pago R$ 2,95. O açúcar, que eu cheguei a conseguir por R$ 2,24, hoje já custa R$ 2,74 e até R$ 2,99. Já a manteiga teve uma diferença muito gritante. Já comprei a R$ 1,19 e agora só consigo por R$ 1,59”, contou.

O economista Inaldo Seixas, supervisor técnico do Dieese, explicou alguns dos fatores que contribuíram para a situação constatada no relatório, detalhando a situação do feijão e da manteiga.

“O feijão vem há alguns meses tendo aumento significativo por conta de problemas climáticos e da redução das áreas cultivadas. Mesmo com a entrada da terceira safra irrigada, que começa a abastecer o mercado nacional, segue uma tendência de alta. Talvez nós vejamos uma pequena redução nos próximos meses, dependendo do comportamento dessa safra. [...] Já a manteiga vem acumulando aumentos durante todo esse ano por causa de uma escassez de oferta de leite”, concluiu.

Ranking

Com o novo aumento, Manaus subiu quatro posições no ranking de cestas mais caras das capitais brasileiras, indo do 15º para o 19º lugar. “Nós começamos o ano ocupando a 14ª posição, depois tivemos um comportamento melhor da cesta [...] e agora voltamos a ocupar uma posição intermediária”, disse o economista Inaldo Seixas.

Em seu atual valor, Manaus tem uma cesta mais barata que as campeãs São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro (1º, 2º e 3º lugares, respectivamente) e, quando o assunto é regional Norte, a capital amazonense tem um custo de cesta mais baixo que Boa 

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