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Manaus
Queda nas vendas

Feira da Eduardo Ribeiro vem sendo prejudicada pela revitalização da avenida

A feira localizada no Centro de Manaus, que já gerou milhares de empregos diretos e indiretos, atualmente sofre baixa de vendas 28/05/2016 às 16:38 - Atualizado em 28/05/2016 às 23:58
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A Semc informou que está desenvolvendo um projeto específico para o comércio, que consiste em revitalização da Feira / Fotos: Antônio Menezes
Marcela Moraes Manaus (AM)

A Feira de artesanato e produtos do Amazonas ou mais conhecida  como “Feira da Eduardo Ribeiro”, foi deslocada para as ruas Joaquim Sarmento, Saldanha Marinho, Henrique Martins e 24 de Maio, por conta das reformas que a Prefeitura está realizando no Centro Histórico de Manaus, que inclui a revitalização da nova Eduardo Ribeiro.

Funcionando sempre aos domingos e conhecida em todo mundo pela diversidade de produtos, a Feira oferece uma imensa variedade de itens artesanais e comidas típicas da região. Entre eles se destacam os artefatos como bijuterias indígenas, doces regionais, colares, miniaturas de animais, mudas de plantas, artigos de decoração, entre outros.

No entanto, após 16 anos de existência os associados que possuem barracas na Feira, estão sofrendo com a baixa nas vendas. É o caso de Alessandra Oletti, que trabalha com venda de bijuterias e acessórios. A artesã afirma que o fluxo de pessoas caiu bastante em relação aos anos anteriores. “Nós não estamos satisfeitos porque não temos uma venda boa, muitos cliente que tínhamos na Eduardo Ribeiro nós perdemos. Muitos colegas já abandonaram a venda porque não tá valendo a pena, as vendas são poucas”, afirma.

Situação confirmada pelo casal de floricultores Kelly Mendes e Samuel Souza que trabalham de há aproximadamente seis anos na Feira. “Moramos em Rio Preto da Eva e às 5h da manhã já estamos aqui para preparar a barraca e recebermos os clientes. Antigamente, por volta de 9h e 10h da manhã, já tínhamos vendido quase toda a mercadoria, mas hoje em dia infelizmente as vendas realmente caíram.

O floricultor relaciona a baixa nas vendas à falta de divulgação da mudança de endereço da Feira nas proximidades do Centro. Ele afirma que alguns clientes relataram que sentem dificuldade em encontrar o novo endereço.

Conforme dados da Associação de Feiras de Artesanato do Amazonas (Afapa), atualmente são pelo menos 250 associados ativos aptos a trabalhar, em 16 anos a Feira já gerou milhares de empregos diretos e indiretos.

Decisão sobre a volta da Feira

Os associados da Feira de Artesanatos aguardam uma decisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) sobre a volta da Feira na Eduardo Ribeiro. Segundo o presidente da  Afapa, Wigson Azevedo, a associação possui apenas um título de utilidade pública. “Não temos uma certeza se iremos voltar para a Eduardo Ribeiro após as obras, temos apenas o título de utilidade pública. Há pouco tempo aprovamos na Câmara pela segunda vez a respeito do tombamento da Feira, que aguarda a aprovação do prefeito Artur Neto”.

Azevedo explica que há uma fila de espera com mais de 600 pessoas que aguardam para se associar à Feira, além disso, muitos dos associados pediram “licença” e só pretendem retornar à Feira após a conclusão das obras devido ao enfraquecimento do comércio. “Com a mudança de endereço, a nossa Feira apresentou um percetual em torno de 80% de quedas nas vendas”, disse.

Segundo o presidente, a Secretaria Municipal do Centro (Semc) informou que está desenvolvendo um projeto específico para o comércio, que consiste em revitalização da Feira, padronização das barracas, sinalização das mesmas, cursos de reciclagem para os associados, entre outras medidas.

Antonieta Martins - Vendedora de bijuterias

Esta Feira da Eduardo Ribeiro é conhecida no mundo inteiro pela diversidade de produtos que é marcante. Todos os turistas que visitam a capital amazonense sempre dão uma passadinha por aqui. Quando a Feira ainda funcionava na Eduardo Ribeiro, eu tinha clientes fiéis de várias partes do Brasil e do mundo que faziam questão de comprar comigo. Mas acabei perdendo muitos desses clientes que pensam que a Feira acabou pela falta divulgação da nova localização. Além disso, todos nós estamos tendo mais prejuízos do que lucros, isso é lamentável. Muitas vezes, o dinheiro arrecadado com as vendas não paga nem a montagem, desmontagens e frete dos stands e produtos.

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