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Feira de produtos piratas no São José dobra de tamanho

Até agora, poder público não tomou nenhuma providência para conter o avanço 06/11/2013 às 08:10
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Imóveis que abrigavam lojas legalizadas foram desapropriados nesse terreno durante construção de complexo viário, mas no final camelôs tomaram conta de tudo
Florêncio Mesquita Manaus, AM

A ocupação irregular de camelôs em uma área pública, localizada entre o complexo viário Engenheiro Luiz Augusto Veiga Soares e o UAI Shopping São José, no bairro São José, Zona Leste, duplicou de tamanho nos últimos seis meses.

O crescimento ocorreu sem que o poder público tomasse qualquer providência prática para desocupar a área afetada. Com isso, a proximidade com o período de compras natalinas está atraindo cada vez mais camelôs para o terreno. O número de clientes no centro de compras ao lado da feira improvisada deve aumentar e os comerciantes informais querem lucrar com o movimento alheio.

Sem nenhum padrão, a feira começou literalmente na ilegalidade. Segundo o secretário de Produção e Abastecimento, (Sempab), Fábio Pacheco, uma mulher identificada como Cátia vendeu os espaços para alguns ambulantes e estimulou o crescimento da ocupação. O caso, conforme Pacheco, esta sendo investigado pela Polícia Civil. Parte dos ambulantes pagou, em média, R$ 500 pelos espaço, conforme apurado por A CRÍTICA. No entanto, além serem lesados, eles sabiam que não poderiam ficar na área porque foram notificados pela prefeitura a desocupar o terreno no início de 2012.

Na área onde funciona a feira improvisada existiam vários imóveis, inclusive prédios, que foram desapropriados pela prefeitura para a construção do viaduto e também para o início das abras de alargamento da avenida Autaz Mirim, antiga Grande Circular, para o BRT (Bus Rapid Transit), projeto que foi descartado momentaneamente.

Informados
Durante a construção do camelódromo informal, a gestão passada da prefeitura afirmou que não seria permitida nenhuma ocupação por ambulantes. No entanto, antes mesmo da inauguração do complexo, o terreno havia sido invadido e abrigava as primeiras barracas. Algumas lojas, que existiam nos prédios, foram derrubadas para dar lugar ao terreno e foram transferidas para imóveis próximos. “É frustrante ver que nossas lojas foram derrubadas e o terreno onde elas estavam passou a ser ocupado por camelôs. É claro que recebi o dinheiro da indenização, mas essa feira está muito feia e ninguém faz nada”, disse um lojista que preferiu não se identificar.

Pirataria grande
A ocupação tem 37 barracas comercializando os mais variados tipos de produtos, sendo à maioria oriundos de pirataria. Segundo o titular da Sempab, o levantamento realizado pela pasta identificou que apenas três tem permissões concedidas pela gestão anterior da prefeitura. O local abriga ponto de mototaxi, lanchonetes, bancas de verduras, cafés da manhã e churrasco, além de banca de revista e de bijuterias.

No entanto, a que mais chama atenção é o tamanho de uma banca de DVDs piratas. Ela se estende por três barracas com produtos expostos em sessões pelo gênero do filme.

‘Invasores’ ouvidos pela secretaria
A intenção do poder público municipal é transferir os ambulantes para outros pontos, tais como, feiras fixas, mercados ou para os Centros de Compras Populares (CCPs) na área central da cidade.

No entanto, o titular da Sempab, Fábio Pacheco, destacou que antes de qualquer medida prática, os ambulantes serão ouvidos e cadastrados. “Temos que dar outras opções e o direito ao trabalho a essas pessoas, apesar da situação irregular em que se encontram. Sei que as coisas são difíceis, mas não são impossíveis de resolver. Temos alcançado sucesso em posicionar pessoas nessa situação dentro de feiras e mercados alguns com condições de entregar um boxe, uma pedra ou barraca. Antes de qualquer medida, temos que reconhecer essas pessoas e posicioná-las em feiras e mercados”, disse.

Pacheco afirmou que deve visitar o local e levar aos ambulantes opções para qualificação e encaminhamento para emprega por meio de parcerias, como a Secretaria Municipal do Trabalho e Desenvolvimento Social (Semtrad) com o Sine Manaus.

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