Terça-feira, 30 de Novembro de 2021
Na CMM

Feirantes de Manaus pedem que Governo realize ações de combate a desinformação a respeito da rabdomiólise

Segundo sindicato, notícias falsas que culpam o pescado pela disseminação da doença provocaram o sumiço de consumidores das feiras



dede9d07ba279680b04cb6dadef067f2_D5BDA9B9-8A2A-4193-9B86-AA77796CAB5F.jpeg Foto: Reprodução
29/09/2021 às 15:44

O sindicato dos feirantes do Amazonas pediu na manhã desta quarta-feira, durante sessão plenária da Câmara Municipal de Manaus (CMM), que órgãos sanitários conscientizem a população sobre a desinformação a respeito da rabdomiólise, conhecida popularmente como ‘doença da urina preta’.

A cobrança por um combate mais efetivo contra desinformação que relaciona casos de rabdomiólise registrados no estado com o consumo de peixe foi feita durante tribuna popular organizada a pedido da vereadora Yomara Lins (PRTB).

Segundo o presidente do Sindicato dos Feirantes, David Lima, um dos participantes da tribuna, notícias falsas que culpam o pescado pela disseminação da doença provocaram o sumiço de consumidores das feiras de Manaus.

Lima cobrou de órgãos sanitários, entre eles, a Fundação de Vigilância em Saúde Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), do Governo do Amazonas, que realize ações de conscientização. “Não se vê nada, uma campanha de conscientização contra desinformação. Tudo por falta de uma informação imprecisa de técnicos da área”, disse.

O sindicalista contou que, por causa do registro de casos no estado, alguns piscicultores precisaram descartar 100 toneladas de peixe.

Ele afirma ainda que, atualmente, no setor de peixe da Manaus Moderna é possível “jogar futebol”, em referência ao espaço vago no local em decorrência da ausência da clientela.

Segundo ele, a região do Estado que registrou peixes contaminados fica no Baixo Amazonas, mais precisamente nos municípios de Itacoatiara e Urucurituba.

Outro convidado da tribuna, o pesquisador da Embrapa, Roger Crescêncio, explicou que o peixe de cativeiro não provoca a doença. Crescêncio esclarece que não é possível determinar como a contaminação ocorre. De acordo com o pesquisador, a toxina não altera o gosto do peixe e que, duas horas após o consumo do pescado contaminado, a pessoa começa a passar mal.

“De 300 toneladas, são raríssimos os casos. São algumas contaminações na natureza. Nunca aconteceu na piscicultura”, destacou.

Um representante jurídico do sindicato pediu que o Governo do Amazonas compre e distribua o pescado para evitar que os feirantes percam a renda. Eles também querem a criação de um auxílio emergencial para profissionais do peixe. Os vereadores que acompanharam a sessão apoiaram a sugestão.

Até o dia 9 de setembro, o Amazonas registrou 61 casos suspeitos da doença em dez municípios do Amazonas. A FVS-RCP registra 37 em Itacoatiara (sendo um óbito), quatro em Silves, quatro de Borba, quatro em Parintins, quatro em Maués, três em Manaus, dois em Urucurituba um em Manacapuru, um em Caapiranga, um em Autazes.




Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.