SEMANA SANTA

Feirantes vivenciam forte queda na venda de peixes para a semana santa em Manaus

Aumento de preços dos alimentos e demais problemas causados pela pandemia da Covid-19 afetam, pelo segundo ano consecutivo, período que tradicionalmente era de fartura para os amazonenses

Karol Rocha
01/04/2021 às 17:56.
Atualizado em 09/03/2022 às 08:23

(Fotos: Junio Matos)

No dia que antecede o feriado da Sexta-Feira Santa (2), inúmeros vendedores de peixe regionais de Manaus relataram queda no movimento de consumidores e, consequentemente, das vendas do tradicional alimento que vai a mesa do amazonense na data cristã.

Na banca de Daniel Vasconcelos, 21, os peixes mais vendidos durante a semana foram o jaraqui e o tambaqui. Ele trabalha com venda dos itens regionais há seis anos em um espaço localizado na rua João Câmara, bairro Novo Aleixo, zona Norte, e conforme ele, é o segundo anos consecutivo de baixas vendas durante o período santo por conta da pandemia do novo coronavírus. 

"Não é igual como antes. Vendíamos três toneladas de peixe e, hoje em dia, nós chegamos a 1,5 toneladas na semana santa. O preço subiu muito rápido também. Por exemplo, antes da pandemia, a gente vendia um tambaqui a preço de R$ 100 e agora nós vendemos a R$ 120, então eu acho que por isso também as pessoas deixaram de comprar peixe”, comentou o vendedor.

Cleomar Souza, 43, é proprietário de uma banca de peixes há oito anos na mesma feira. Ele também atribui a queda do movimento à pandemia da Covid-19.

“Anos atrás, em uma data como esta, nós vendíamos 12 a 13 mil peixes e hoje, nós não passamos de 3 mil peixes”, disse ele, que mostra a quantidade de peixes regionais estocados na carroceria do próprio veículo.

Segundo Cleomar, aumento no preço dos alimentos também influenciou negativamente nas vendas. Foto: Junio Matos

“Aumentou de preço todos os peixes. Nos anos anteriores, a gente comprava o quilo do peixe para vender de R$ 7 e hoje está RS 12. A gente ainda espera ter uma boa venda até amanhã”, comentou ainda.

Mesmo na Feira do Produtor localizado no bairro Jorge Teixeira, zona Leste, o movimento era tímido por parte de consumidores como ressalta o vendedor Marcelo Silva, 36, que trabalha com mercado de peixe regional há mais de 20 anos.

“As vendas diminuíram, mas ainda assim dá para sobreviver. A pandemia abalou muito o comércio em geral e a venda de peixe não poderia ser diferente, infelizmente. Ainda tem o resto do dia e a gente ainda tem esperanças de que melhore as nossas vendas”.

Marcelo continua esperançoso de que as vendas ainda melhorem. Foto: Junio Matos

A doméstica Elinete Costa, 51, aproveitou o início da tarde para garantir o tambaqui. “Está bem salgadinho o preço do peixe, mas é tradição de família. A gente precisa comer peixe na sexta-feira santa. Nós não abrimos mão de jeito nenhum”.

Mesmo com altos preços, Elinete fez questão de garantir o peixe para o feriado santo. Foto: Junio Matos

As duas feiras permanecerão abertas ao público até as 17 horas desta quinta-feira. No dia santo, sexta-feira (2), as feiras do Novo Aleixo e Jorge Teixeira abrem às 8 horas e devem funcionar até as 14 horas.

(Fotos: Junio Matos)

(Fotos: Junio Matos)

(Fotos: Junio Matos)

(Fotos: Junio Matos)

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