Quarta-feira, 13 de Novembro de 2019
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Feiras oferecem hortaliças não convencionais, neste sábado (5), em Manaus

Produtos altamente nutritivos, com grande fonte de fibras, vitaminas e minerais essenciais para a saúde as hortaliças são cultivadas por meio de um projeto desenvolvido desde 2009, pelo Museu da Amazônia junto às famílias de agricultores do Assentamento Água Branca



1.jpg Hortaliças não convencionais tem alto poder nutritivo
04/05/2012 às 10:42

Alfavaca, bertalha, vinagreira, cubiu, taiobá, espinafre–amazônico são algumas das hortaliças não tradicionais a serem oferecidas neste sábado (5), nas feiras do centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs), localizado no bairro São Jorge, Zona Oeste de Manaus e na Feira do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), bairro Adrianópolis, quase em frente ao edifício comercial Cemon, Zona Centro-Sul, a partir das 6h.

Outros produtos como inhame, araruta, feijão-de-asa, cariru, ária, urucum, macaxeira, banana, limão, ovos, maracujá, cheiro verde, farinha, goma, tucupi, além de geléias, também poderão ser encontrados nas barracas das duas feiras.



As ofertas das hortaliças variam de acordo com o período do ano, mas são produtos altamente nutritivos, com grande fonte de fibras, vitaminas e minerais essenciais para a saúde. O trabalho faz parte de um projeto desenvolvido desde 2009, pelo Museu da Amazônia (Musa) junto às famílias de agricultores da Associação de Agricultores (Astab), do Assentamento Água Branca.

A produção das hortaliças conta com o apoio do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), que estudou o valor nutricional dessas plantas encontradas na Amazônia, mas que não são consumidas pela população, por desconhecimento. O projeto, além de representar uma alternativa de alimentação, contribui com a renda dessas famílias produtoras, assentadas na região fronteiriça da Reserva Ducke, no bairro Cidade de Deus, localizada na Zona Norte de Manaus.

Receitas
O cubiu (Solanum sessiliflorum), um fruto rico em fósforo e vitamina C, pode ser consumido em saladas, cozido com carnes e peixes, e usado no preparo de doces, geleias, licores, sucos e sorvetes. Seu suco é tradicionalmente usado no controle do diabetes e do mal do colesterol.

As folhas e as flores do ora-pro-nobis (Pereskia bleo) podem ser consumidas cruas, em saladas. Além disso, podem ser usadas no preparo de carnes, frango, patês, pães, bolinhos e pasteis. Com os frutos, também podem ser preparados sucos, geleias e licores. A hortaliça é rica em proteína e também chamada de carne vegetal.

Do taiobá (Xanthosoma sagittifolium), com rica fonte de ferro, comem-se as folhas, talos e raiz. As folhas devem ser sempre cozidas e retiradas as fibras dos talos. Uma boa pedida é picar as folhas e o talo, refogá-los com cebola, alho e sal e deixá-los cozinhar até se tornarem macios. A raiz é usada em sopas, saladas cozidas e no acompanhamento de carnes.

O espinafre-amazônico (Alternanthera sp.) tem suas folhas ricas em proteína e manganês, que podem ser consumidas em saladas cruas ou cozidas e no feijão. Para diminuir o gosto amargo, as folhas devem ser escaldadas em água quente duas vezes, antes do cozimento. Também é usado no preparo de pães, suflê e bolinhos.

A vinagreira (Hibiscus sabdariffa), rica em proteína, cálcio e vitamina A, também é excelente na preparação de saladas. Suas folhas são usadas cruas ou cozidas, junto com arroz, carnes e peixes. Da parte que reveste o fruto, chamada cálice, são feitos refrescos e geleias. E o colorau, feito, a partir da polpa das sementes de urucum (Bixa orellana), já é um velho conhecido das donas de casas locais. É usado para dar cor a pratos à base de carne ou frango, arroz e sopas. Também tem efeito digestivo, laxante, expectorante e antibiótico.


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