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Manaus
SUCESSO E TRADIÇÃO

Feirinha da Eduardo Ribeiro completa 18 anos e é marca registrada dos domingos

Feira ganhou fama e se tornou um dos points mais frequentados aos domingos em Manaus 26/10/2017 às 10:22
Show eduardo ribeiro
Fotos: Evandro Seixas
Álik Menezes Manaus (AM)

Há 18 anos, um pequeno grupo de artesãos e comerciantes começou a se reunir aos domingos na avenida Eduardo Ribeiro, no Centro da capital amazonense, para comercializar seus produtos. Ao longo de quase duas décadas, o grupo aumentou e a Feira de Artesanato da Eduardo Ribeiro ganhou fama e se tornou um dos points mais frequentados aos domingos em Manaus.

O presidente a Associação Municipal Feira de Artesanato e Produtos do Amazonas dos Artesãos da Eduardo Ribeiro (AFMAPAAER), Wilson Azevedo, que está na direção há seis anos, contou que, atualmente, a feira conta com 280 permissionários. “São 280 barracas que vão de artesanato a plantas típicas da região e alimentos. Amazonenses e turistas contam com uma diversidade de produtos. Essa diversidade faz que a feira seja um sucesso”, disse.

Um dos fundadores da “feirinha da Eduardo Ribeiro”, como é conhecida popularmente o espaço, José Felix, 69, estava cansado da rotina diária de trabalho, às vezes com vários empregos. Na década de 90, ele resolveu mudar o rumo de sua vida. Viajou para outro estado e quando voltou decidiu trabalhar com fotografias em cerâmica. “Chego cedo aqui, às 5h já estou na área. Todos os domingos, armo minha barraca e ajudo meus amigos a armarem as deles. É muito bom, aqui é minha diversão, não tem pressão e me sinto bem aqui”, contou.

A ferinha se tornou um dos locais preferidos do casal de namorados Roger Morella, 33, e Lorena Oliveira, 18, ambos industriários. Para o jovem, a feirinha da Eduardo Ribeiro se tornou parte do contexto histórico da cidade e até responsável por apresentar aos turistas um pouco da cultura e da gastronomia amazonense.

“Todos os domingos a gente vem aqui. É um ambiente que chama a nossa atenção, aqui reúne artesanato e gastronomia em um único espaço e ao ar livre. Eu, particularmente, venho aqui para comer meu x-caboquinho (pão com tucumã, queijo e banana) e vejo como as pessoas gostam desse local. Faz parte da nossa história”, disse.

Faça chuva ou faça sol, permissionários e visitantes afirmam que o local garantiu seu espaço na programação gastrônomica e cultural do Estado. Além de artesanato, os visitantes são surpreendidos com música ao vivo, produtos medicinais, plantas regionais e exóticas.

Artesanato é única fonte de renda de permissionários

Há mais de 12 anos, a feirinha da Eduardo Ribeiro é presente na vida da artesã Hellen Caroline de Souza, 22. A jovem trabalha em uma barraca de artesanatos da família e confecciona, ao longo da semana, boa parte das peças que são vendidas no domingo como chaveiros, pulseiras, colares e travessas. “Essa feira faz parte da nossa história. É daqui que sai o sustento da nossa família. Essa foi a nossa primeira banca, mas hoje temos mais uma, onde minha mãe fica”, disse.

“Eu adoro estar aqui em contato com as pessoas, vendendo o produto que a gente faz e contando, por meio deles, um pouco da história do Amazonas”, acrescentou.

“Essa feira é conhecida em outros estados e as pessoas levam a nossa cultura quando compram um colar, uma pulseira ou um chaveiro”, completou.

Organização das barracas faz sucesso entre os turistas

O carioca Jorge Luiz de Souza, 55, esteve visitando a feirinha da Eduardo Ribeiro no último fim de semana e afirmou que é uma das mais bonitas e organizadas que já conheceu nas viagens que fez pelo País. O servidor público costuma viajar frequentemente com um grupo de amigos, que também estavam admirados com os produtos comercializados.

“Estou achando muito legal. Nós chegamos há três dias, não deu para conhecer muita coisa, mas aqui nessa feira é possível a gente conhecer um pouca da história e a cultura do amazonense. Sem dúvidas é uma das feiras mais bonitas e organizadas que encontrei nas minhas viagens e não foram poucas. O artesanato que é vendido aqui é muito bonito”, disse, empolgado.

Para o turista, a divisão que os permissionários deram, separando gastronomia das outras barracas, contribui para a organização do local.

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