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Fiscais interceptam descarte em lixeira clandestina na Zona Leste

Caminhão carregado com resíduos foi detido por fiscais quando tentava descartar ilegalmente o lixo em uma área não autorizada 16/06/2015 às 10:00
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O veículo foi interceptado na entrada da Colônia Antônio Aleixo, Zona Leste
acritica.com ---

Um caminhão com carregamento de resíduos foi detido por equipes de fiscalização da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) ao tentar descartar irregularmente o lixo em uma área não autorizada, comumente chamada de “lixeira clandestina”.

O veículo foi abordado pelos fiscais da prefeitura e o responsável deverá prestar esclarecimentos. A lixeira clandestina está localizada na entrada da Colônia Antônio Aleixo, Zona Leste.

Para conter irregularidades como esta pela cidade, a Semulsp vem intensificando a fiscalização a locais utilizados ilegalmente como “lixões” e, como procedimento padrão, convoca para reuniões (registradas em atas) os representantes das empresas, cujos produtos são identificados no meio dos resíduos apreendidos. As ações de fiscalização dessas lixeiras clandestinas são documentadas com imagens, apreensão de rótulos, cartas de convocação das empresas e as atas das reuniões.

Denúncia

Em março deste ano, A CRÍTICA mostrou que áreas no Distrito Industrial 2 e no bairro Puraquequara, ambos na Zona Leste, estão sendo utilizada irregularmente para o descarte de lixo doméstico e industrial. Na última semana, a reportagem retornou em algumas dessas áreas e constatou que apesar da atuação de órgãos responsáveis por coibir a prática ilegal, o descarte continua.

Os “lixões clandestinos” situados em áreas verdes próximas as empresas, continuam sendo alimentados. Em um desse pontos, o acesso pode ser feito pela rua Gisele, no bairro Distrito Industrial 2 (atrás da empresa Samsung) e também pela avenida Cosme Ferreira, ao lado da empresa Beira Alta, no sentido Centro-bairro, ambos localizados na Zona Leste.

Segundo moradores das proximidades dessa área, todos os dias, caminhões com lixo proveniente das indústrias entram nos ramais para o despejo de placas eletrônicas, peças de televisores, vidros, pneus e resíduos de construção.

Aterro sanitário

No mesmo mês, moradores do entorno do igarapé do Leão (que corta a BR 174) solicitaram ao Ministério Público Estadual (MPE-AM) uma investigação sobre o licenciamento de instalação do novo aterro sanitário da Construtora Marquise - prestadora de serviços da Prefeitura de Manaus - que está sendo construído em uma área de 133 hectares, no quilômetro 13 da rodovia BR-174.

De acordo com a denúncia, a lixeira trará consequências graves e irreparáveis ao ecossistema, que já vêm sofrendo com a expansão urbana desordenada.

Representação

Há três meses, vereadores entregaram ao procurador-geral de Justiça, Fábio Monteiro, uma representação contra as empresas suspeitas de descartar irregularmente resíduos sólidos em lixeiras clandestinas do ramal do Brasileirinho e do Puraquequara, na Zona Leste.


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