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Fiscalização não resolve descarte de lixo nas matas da Ufam

Proposta da Prefeitura do Campus é, junto à fiscalização, realizar campanhas sobre importância do local para toda a cidade 03/10/2013 às 07:55
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Na semana passada, José Nilton mostrou restos de equipamentos e lixo que é jogado em qualquer lugar do Campus
Ana Celia Ossame ---

O descarte de materiais como lixo eletrônico nas matas da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), é um problema repetitivo que vem sendo combatido, disse nessa quarta-feira (02) o prefeito da instituição, professor Atlas Bacelar. Segundo ele, que estava em viagem quando a denúncia foi feita pelo Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Amazonas (Sintesam), no último dia 26, a iniciativa é bem vinda porque diante da dimensão do campus da universidade, é praticamente impossível manter pessoas vistoriando toda a extensão do campus. Bacelar falou ainda do mau uso de outros espaços como estacionamentos, banheiros e cadeiras para afirmar a necessidade de campanhas de orientação ao público de 36 mil usuários da Ufam.

O prefeito disse que em relação ao lixo, esta foi a segunda denúncia e que está sendo investigada para saber a origem. Há, também, segundo ele, moradores do entorno que acabam lançando lixo para a área do campus. Professor há 35 anos na instituição, onde se formou em engenharia civil, Bacelar diz que ter o controle dos 670 hectares onde está situada a instituição de ensino é praticamente impossível, por isso é preciso pensar não só em alternativas como ampliar o número de câmeras de vigilância, mas também realizar campanhas de conscientização sobre o uso de equipamentos e da conservação dessa floresta preciosa para a cidade já que mantém o clima nos arredores.

DESTRUIÇÃO

Outro problema enfrentado pela prefeitura relaciona-se à conservação de banheiros e carteiras. Nos 278 prédios da Ufam, por exemplo, existem 600 banheiros instalados e por conta do uso inadequado, os reparos e trocas têm que ser constantes, o que nem sempre é possível fazer. “Dois dias após se trocar o vaso, o assento está quebrado”, disse o professor, relatando roubo de papel e até entupimento dos vasos com este produto. Ao lamentar esse comportamento vindo de alunos de graduação e pós-graduação, Atlar diz que os aparelhos de ar-condicionado também são alvos de destruição. Só de cadeiras, a cada semestre, são trocadas mais de mil, o que resulta num custo desnecessário. “Além do tempo de uso, há muita substituição de material que não precisava acontecer”, garante o prefeito.

Ao revelar a ideia de fazer campanhas permanentes de conscientização para o uso adequado das cadeiras, mesas, vasos sanitários e outros equipamentos, Atlas reconhece a urgência de fazer campanhas nos estacionamentos, já que muitos motoristas querem estacionar os carros dentro dos blocos de aula, o que é feito de certa forma com motoqueiros no mini campus da instituição, como a reportagem flagrou ontem. Estacionamento em fila dupla, em rotatórias e áreas de acesso de veículos são comuns. “Eu precisaria ter três mil olhos para acompanhar tudo isso”, explicou Atlas, apontando a limitação do número de seguranças para atender a essas demandas. Há projetos para realização de campanhas de orientação também nessa área. “As pessoas precisam ter o sentimento de que tudo isso pertence a todos, por isso precisa ser preservado para quem vem depois”, finalizou.


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