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Manaus
MANIFESTAÇÃO

Flanelinhas fazem protesto contra o sistema Zona Azul no Centro de Manaus

Guardadores de carros disseram que estão passando necessidade e só aceitam fazer parte do projeto, como revendedores de crédito do Zona Azul, caso recebam acima dos 6% que são oferecidos pelo Consórcio Amazônia 17/07/2018 às 19:05 - Atualizado em 17/07/2018 às 20:39
Show flanelinhas
Foto: Antonio Lima
Izabel Guedes e Rafael Seixas Manaus (AM)

Cerca de 50 guardadores de veículos (flanelinhas) que trabalham no Centro de Manaus fizeram uma manifestação, na tarde desta terça-feira (17), na Praça do Congresso, contra o sistema de funcionamento do Zona Azul. O grupo pediu que a situação seja revista pelo Consórcio Amazônia, concessionária responsável pelo sistema.

De acordo com os manifestantes, muitos guardadores de carros estão passando necessidade e só aceitam fazer parte do projeto, como revendedores de crédito do sistema de estacionamento rotativo Zona Azul, caso recebam acima dos 6% que são oferecidos pelo Consórcio Amazônia.

Segundo o presidente da Associação dos Guardadores e Lavadores Autônomos de Veículos do Amazonas (Aglavam), Henrique Santos, o que eles querem é o emprego e o sustento de volta. “A ideia aqui não é acabar com o projeto, mas que a participação dos flanelinhas seja revista. No momento foi oferecido apenas essa porcentagem [de 6%], mas nossa proposta é que seja pelo menos 30%. Aqui tem pais de família que estão passando necessidade”, explicou.

Um representante do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans), identificado como Maurício Reis, esteve no local da manifestação para mediar as discussões e entender as reivindicações do grupo. “Nosso papel de fiscalizador é mediar a situação porque somos o poder concedente. Vamos levar a situação para a empresa e tentar comunicar os questionamentos”, disse Mauricio.

A taxa de cobrança do sistema de estacionamento rotativo Zona Azul é de R$ 2,45 (a cada 60 minutos). Aos monitores são repassados 6% do valor, o que chega R$ 0,14 centavos – levando em consideração o tempo de uma hora por veículo. Caso o Consórcio Amazônia aumente o repasse para 30%, como a Aglavan pleiteia, o valor chegaria R$ 0,74 centavos.

Fecomércio-AM contra o Zona Azul

Mais cedo, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio-AM) se posicionou contra o atual sistema de estacionamento tarifado. Segundo o órgão, o Zona Azul está deixando o Centro da cidade vazio e o comércio perdendo clientes. Após a implantação da modalidade, comerciantes e consumidores reclamam do modelo executado na capital.

Resposta do consórcio

Por meio de nota, o Consórcio Amazônia informou que o serviço está funcionando, hoje, com 50 monitores, 90% deles ex-guardadores de veículos que atuavam no Centro da cidade e seus familiares. Além disso, segundo o consórcio, mais 10 monitores estão em treinamento para iniciar na função. Os monitores são funcionários contratados do Consórcio pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 

"O Consórcio está em negociação com a Associação dos Guardadores e Lavadores de Veículos do Amazonas (Aglavam) e com a Cooperativa dos Guardadores de Veículos, com o objetivo de torná-las revendedoras de créditos, através dos guardadores de veículos a elas associados. Essas pessoas não serão funcionárias do Consórcio, apenas prestadores de serviço. O Consórcio está em negociação com os representantes dos guardadores para entrar em um acordo sobre o percentual que deverá ser repassado à categoria", finaliza a nota.

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