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Manaus
presos prometem terror

Florêncio: AM não vai cometer o erro de SP, quando o PCC cumpriu ameaças e matou 546

Membros da FDN ameaçam fazer rebelião, mortes e fugas em massa no dia 18 de novembro, caso líderes da facção presos em outros Estados não retornem para Manaus. Titular da Seap afirmou que o Estado não vai ceder às pressões dos criminosos 20/10/2016 às 05:35
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Secretário Pedro Florêncio. Foto: Winnetou Almeida
Joana Queiroz Manaus (AM)

O secretário de Administração Penitenciária do Amazonas (Seap), Pedro Florêncio, informou está administrando as ameaças de rebelião, mortes e fugas em massa marcadas para acontecer a partir do dia 18 de novembro, caso líderes da facção criminosa Família do Norte (FDN) não retornem para Manaus.

Pedro Florêncio ressaltou que é o Estado quem exerce o controle das unidades prisionais e que não vai ceder a pressões das facções criminosas. “A minha administração  não vai cometer a falha que cometida em São Paulo, quando o PCC fez ameaças e não foi tomada nenhuma providência”, disse, em referência à série de ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital) em São Paulo no ano de 2006, quando 546 pessoas morreram.

O secretário disse ainda  que está  trabalhando na prevenção, indo nas unidades, conversando com os presos, com os familiares. Muitos familiares de presos que estão sendo ameaçados de morte  procuram as ouvidorias e estão evitando visitar  os parentes.  

De acordo com Florêncio, nas conversas, são mostrados os benefícios alcançados por eles e a intenção de ressocialização  e isso, disse, tem dado resultado. “Temos um ambiente muito tranqüilo. Trabalhamos na pacificação do sistema”. 

Ataques do PCC

Os ataques do PCC, em maio de 2006, foram em retaliação à transferência de Marcos William Herbas Camacho, o Marcola, líder máximo do PCC do presídio de Avaré para Presidente Venceslau. Outros 700 criminosos ligados à facção também foram transferidos de unidade. As transferências foram o estopim para os atentados.

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